João Campos e Raquel Lyra Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O cenário político em Pernambuco para as eleições de 2026 ganha novos contornos com a divulgação da pesquisa completa do Instituto Veritá (BR-04215/2026) neste domingo (5). O levantamento traz um dado robusto para a atual gestão: 61,3% dos pernambucanos aprovam o governo de Raquel Lyra (PSD). Por outro lado, o principal nome da oposição, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), enfrenta o desafio de uma rejeição que atinge 30,1% dos votos válidos.
Os números refletem um momento de consolidação da imagem da governadora, cujas ações em áreas como segurança pública e infraestrutura parecem ter encontrado eco na maioria da população. Enquanto 61,3% aprovam, 38,7% desaprovam a condução do estado.
A rejeição é o indicador que mede o limite de crescimento de uma candidatura. Quando isolamos apenas os eleitores que declararam veto (excluindo os indecisos), o cenário para os principais nomes é o seguinte:
| Candidato(a) | Rejeição (Votos Válidos) |
| João Campos (PSB) | 30,1% |
| Anderson Ferreira (PL) | 19,1% |
| Raquel Lyra (PSD) | 15,2% |
| Gilson Machado (PL) | 13,5% |
| Alfredo Gomes (Rede) | 11,3% |
A baixa rejeição de Raquel (15,2%), somada à sua alta aprovação administrativa, confere à governadora uma vantagem estratégica na busca por votos úteis e alianças de segundo turno, uma vez que ela é o nome "menos vetado" entre os favoritos.
Apesar da aprovação majoritária do governo, a disputa direta pelo Palácio do Campo das Princesas segue em um empate numérico absoluto no cenário estimulado. Ambos os líderes aparecem com 35,4% das intenções de voto (41,4% dos votos válidos).
No cenário espontâneo, onde o eleitor cita o nome sem auxílio de lista, Raquel Lyra demonstra maior "lembrança de marca", liderando com 19,1% contra 13,0% de João Campos. Este dado reforça que a imagem da governadora está mais cristalizada no imaginário estadual neste início de abril.
A pesquisa ouviu 2.010 eleitores em Pernambuco entre os dias 24 e 30 de março de 2026.
Os dados indicam que, embora o estado esteja dividido na intenção de voto, a percepção positiva da máquina estadual dá a Raquel Lyra um fôlego extra, enquanto João Campos precisará focar na redução de sua resistência para ampliar seu arco de alianças além da capital.
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No entanto, o número mais impactante deste recorte é o de indecisos: 66,7%. Dois em cada três pernambucanos ainda não têm um nome gravado na memória para a disputa de 2026.
A governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparecem em um empate numérico absoluto, ambos com 35,4%.
Em entrevista ao Marco Zero Conteúdo, especialista critica a política urbana da gestão e o avanço da gentrificação na capital.
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