Acidente deixa mototaxista morto. Foto: Divulgação
Em Pernambuco, na manhã deste domingo, 23 de fevereiro, um grave acidente na BR-408, entre as cidades de Serrinha e Camutanga, tirou a vida de um mototaxista da cidade de Machados. A colisão envolveu uma moto e um caminhão que transportava cana-de-açúcar.
O impacto foi fatal para o condutor da moto, identificado como Biu Camelo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas, ao chegar ao local, confirmou o óbito da vítima. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram na rodovia para apurar as circunstâncias do acidente. Até o momento, as causas da colisão ainda não foram esclarecidas.
A polícia segue investigando os detalhes do caso para entender o que provocou a batida e causou a morte do mototaxista. O trecho da BR-408 onde ocorreu o acidente é conhecido pelo tráfego intenso de veículos pesados, o que aumenta o risco de colisões.
A Prefeitura de São Paulo lançou no último sábado, 8 de fevereiro, uma campanha contra o serviço de mototáxi. A peça publicitária apresenta o depoimento do motoboy Renato Dantas dos Santos, que sofreu um acidente de moto e se tornou cadeirante.
"A gente sabe que moto é perigoso", afirma ele no início do vídeo, enquanto imagens de acidentes graves com motociclistas aparecem na tela. Em seguida, trechos de reportagens reforçam a preocupação com o aumento das mortes no trânsito. "O número de mortes por acidentes está crescendo em São Paulo. No ano passado, foi o maior da história: 483 mortes. Por isso, a Prefeitura não permite mototáxi por aplicativo. Para não acontecer com você o que aconteceu comigo, ou até mesmo pior", conclui Santos.
A campanha surgiu após a Justiça suspender as operações de mototáxi na capital paulista, atendendo a um pedido da administração municipal. A decisão, publicada no fim de janeiro, apontou que as empresas descumpriram o decreto de 2023 que proíbe esse tipo de transporte e determinou a aplicação de multa às companhias.
Mesmo diante da proibição, as plataformas Uber e 99 iniciaram a oferta do serviço fora do centro expandido da cidade. As empresas alegam que a legislação federal e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) garantem o direito de operar. A Prefeitura, por outro lado, promete fiscalização e punições.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as plataformas, rebateu as críticas. Em nota, a entidade afirmou que os cerca de 800 mil motociclistas cadastrados nas três maiores empresas do setor representam apenas 2,3% da frota nacional de motos e defendeu que não há relação direta entre o aumento de acidentes e o uso de aplicativos.
O comunicado também destacou que, ao contrário do cenário nacional, onde 53,8% dos motociclistas não possuem habilitação, todos os condutores cadastrados nas plataformas precisam ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a documentação regularizada. A Amobitec defendeu ainda a adoção de políticas públicas para aumentar a segurança no trânsito e citou Fortaleza como exemplo. A capital cearense registrou uma redução de 41,8% nas mortes envolvendo motos entre 2014 e 2023, mesmo com o aumento de 46% na frota de motocicletas no período.
Especialistas consultados pelo Estadão alertam que a popularização do mototáxi pode elevar o número de acidentes. Além disso, apontam riscos como a migração de passageiros do transporte público para as motos, o que poderia reduzir a demanda por ônibus e aumentar os congestionamentos.
Por outro lado, os analistas reconhecem que a falta de transporte eficiente nas periferias impulsiona a demanda pelo mototáxi. Uber e 99 começaram a operar justamente nessas regiões, onde já existe oferta clandestina do serviço e os moradores enfrentam dificuldades de locomoção. A Prefeitura, no entanto, sustenta que todas as áreas da cidade contam com atendimento do transporte público.
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