Teste da Orelhinha. (Fotos: Vivian Ramos/SES-PE)
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) entregou, nesta terça-feira, 1º de setembro, 54 equipamentos de Emissões Otoacústicas (EOA) para ampliar a oferta da Triagem Auditiva Neonatal, conhecida como Teste da Orelhinha, na rede pública de saúde.
A iniciativa busca aumentar a capacidade dos serviços para identificar precocemente possíveis alterações auditivas em recém-nascidos.
A entrega ocorreu no auditório da SES-PE e reuniu gestores e profissionais fonoaudiólogos de serviços de saúde das redes estadual e municipal contemplados com os equipamentos.
Além da distribuição dos aparelhos, a secretaria promoveu uma formação técnica para os profissionais responsáveis pela realização dos exames. Durante a capacitação, foram apresentadas orientações sobre o funcionamento dos equipamentos e os procedimentos necessários para a realização da Triagem Auditiva Neonatal.
Segundo a secretária de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, a iniciativa pretende não apenas ampliar a oferta do exame, mas também qualificar a rede responsável pelo atendimento às crianças.
“Estamos ampliando e qualificando a Triagem Auditiva Neonatal em Pernambuco. A entrega desses 54 equipamentos e a atualização dos profissionais fortalecem a nossa rede e permitem que mais recém-nascidos tenham acesso à identificação precoce de possíveis alterações auditivas e, quando necessário, ao encaminhamento oportuno para diagnóstico e reabilitação”, afirmou.
A Triagem Auditiva Neonatal tem como objetivo identificar, o mais cedo possível, recém-nascidos e lactentes que possam apresentar deficiência auditiva. Para bebês que não possuem indicadores de risco para deficiência auditiva, é indicada a realização das Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE).
Nos casos em que há indicadores de risco ou quando o recém-nascido apresenta falha no exame de EOAE, a orientação é realizar o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE/BERA). O exame já foi implantado nas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs) do Estado.
A recomendação é que a triagem seja realizada, preferencialmente, entre 24 e 48 horas após o nascimento. Quando isso não for possível, o exame deve ser feito, no máximo, nos primeiros 30 dias de vida.
Para Andrea Alves, fonoaudióloga do Hospital da Mulher do Agreste, o exame representa uma etapa importante para detectar possíveis perdas auditivas ainda no início da vida da criança.
“Emissões Otoacústicas é um dos testes que compõe as avaliações iniciais da criança. Ele é muito importante porque constitui o primeiro teste de audição, onde a gente vai ter uma detecção precoce dessa possível perda auditiva”, explicou.
A profissional destacou ainda que, quando há uma falha no primeiro exame, a criança passa por um período de reteste. Caso a alteração persista, são indicados exames mais aprofundados para investigar a possibilidade de perda auditiva e permitir que a família tenha acesso ao acompanhamento necessário.
A ampliação dos equipamentos é apontada pela SES-PE como uma estratégia para aumentar a capacidade instalada da rede e favorecer a universalização do Teste da Orelhinha nas maternidades estaduais e municipais de Pernambuco.
A iniciativa integra as metas do Programa PE Acessível, projeto que reúne políticas relacionadas à mobilidade, acessibilidade e comunicação inclusiva.
A ação também está inserida nas políticas do Governo de Pernambuco voltadas à assistência às pessoas com deficiência e ao fortalecimento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD).
Entre os serviços contemplados estão unidades do interior do Estado. Rebecca Dauer esteve presente na entrega e recebeu quatro equipamentos destinados à UPAE Ouricuri e aos hospitais Fernando Bezerra, Dom Malan e Santa Maria.
Segundo Rebecca, a chegada dos aparelhos deve ampliar o acesso de crianças do interior a avaliações e exames especializados. Na UPAE Ouricuri, o Programa PE Acessível já oferece avaliação com fonoaudiólogo e otorrinolaringologista.
A expectativa é que a disponibilização dos novos equipamentos fortaleça a estrutura disponível para a Triagem Auditiva Neonatal e permita que possíveis alterações auditivas sejam identificadas mais cedo, favorecendo o encaminhamento das crianças para as etapas seguintes de diagnóstico e reabilitação quando necessário.
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Os salários previstos variam de R$ 3.512 a R$ 8.561,42, dependendo da função. O próximo passo será a publicação do edital de abertura, que apresentará o cronograma e as regras definitivas do certame.
A iniciativa é destinada aos usuários da rede municipal de Saúde e atenderá mulheres cis e homens trans com idade entre 50 e 74 anos.
Além das prisões e buscas, a Justiça estadual determinou medidas para atingir o patrimônio dos investigados, incluindo o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros
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