Bebidas destiladas. Foto: TV Globo/Reprodução
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) atualizou, na noite da sexta-feira, 3 de outubro, o boletim referente aos casos suspeitos de intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. De acordo com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs-PE), o chamado caso 6, um homem de 30 anos, residente em Gravatá, foi oficialmente descartado após a conclusão de exames laboratoriais.
Segundo a pasta, os laudos apontaram que as alterações apresentadas pelo paciente não eram compatíveis com intoxicação exógena por metanol, afastando a hipótese inicial levantada durante a investigação clínica.
Apesar da exclusão desse caso, a SES-PE confirmou que seis ocorrências seguem em análise no Estado, distribuídas em diferentes municípios.
Lajedo (2 casos)
João Alfredo (1 caso)
Olinda (1 caso)
Atendida em Ipojuca, residente em São Paulo (1 caso)
Cedro (1 caso)
Gravatá (1 caso)
A SES-PE reforçou que as investigações continuam em andamento, e que a vigilância estadual segue monitorando possíveis novos casos de intoxicação relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Com os recentes casos suspeitos de intoxicação por metanol em Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS) reforça à população a importância de cuidados básicos na hora de adquirir bebidas alcoólicas e esclarece o papel do Instituto de Medicina Legal (IML) nas investigações desses episódios.
De acordo com o médico legista do IML, Mauro Catunda, a perícia é fundamental para confirmar ou descartar a presença da substância nas vítimas.
“Nos casos de suspeita de intoxicação, realizamos a necropsia e coletamos amostras biológicas que são encaminhadas para análise laboratorial. Só após essa confirmação é possível atestar se houve, de fato, ingestão da substância”, explicou.
O profissional destacou ainda que apenas os achados macroscópicos no exame não são conclusivos. Segundo ele, resultados como inchaço interno e necrose em órgãos podem aparecer, mas não são suficientes para dar um diagnóstico definitivo.
Segundo o perito criminal da Polícia Científica de Pernambuco (POLITEC-PE), Rafael de Arruda, não há motivo para pânico, mas sim para cautela e atenção.
“A população não precisa entrar em desespero. Basta avaliar se o produto atende aos padrões de sempre. Se houver dúvida sobre a procedência, o mais seguro é não consumir”, destacou.
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