Padre exorcista passa a fazer parte da Diocese do Sertão de Pernambuco Foto: Reprodução
Pela primeira vez em sua trajetória, a Diocese de Afogados da Ingazeira oficializou a nomeação de um sacerdote para a função de exorcista. A designação do Padre Rogério Marinho para o posto foi confirmada pela instituição por meio de nota oficial nesta quinta-feira, 23 de julho.
O sacerdote, de 44 anos, foi ordenado em outubro de 2010 e atualmente atua como administrador paroquial na Área Pastoral São Francisco de Assis, localizada no município de Serra Talhada.
Além do encargo diocesano, o sacerdote integra a Sociedade Internacional dos Exorcistas. Com a decisão, a Diocese passa a contar com uma representação formalizada para essa atribuição no Sertão pernambucano.
A orientação da Penitenciária Apostólica estabelece que cada diocese disponha de ao menos um sacerdote nomeado para a função de exorcista. A determinação segue as diretrizes do Código de Direito Canônico, que exige autorização expressa do bispo local para a realização do "exorcismo maior", cabendo ao próprio bispo assumir a responsabilidade na ausência de um padre designado.
Mapeamento da Sociedade Internacional dos Exorcistas aponta, em seu site, que o Brasil possui 85 sacerdotes autorizados por suas dioceses a aplicar o rito oficial em casos comprovados de possessão.
Pela primeira vez, a Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP) conta com um sacerdote expressamente autorizado a realizar o rito do Exorcismo Maior em 20 municípios do interior paulista.
A decisão foi formalizada pelo arcebispo metropolitano, Dom Moacir Silva, que assinou o decreto de nomeação do padre Kleber Tostes Pedro. O anúncio público da medida ocorreu na última segunda-feira, 20 de julho, preenchendo uma lacuna histórica na região, onde até então nenhum líder religioso possuía permissão formal para executar essa função.
O Exorcismo Maior é um rito litúrgico e sacramental reservado da Igreja Católica, destinado a libertar pessoas sob comprovada possessão diabólica.
Diferente do exorcismo simples realizado no batismo, este ritual exige autorização prévia e expressa do bispo diocesano. Antes de ser autorizado, a Igreja exige rigorosa avaliação médica e psiquiátrica para descartar causas naturais e transtornos mentais.
O rito é conduzido por um sacerdote nomeado e inclui aspersão de água benta, ladainhas, leitura dos Evangelhos, imposição de mãos e orações imperativas feitas em nome de Jesus Cristo, visando restaurar a paz e a dignidade espiritual do indivíduo.
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