Operação "Cortina de Likes": influenciadora pernambucana é presa por forjar o próprio sequestro Foto: Reprodução
A influenciadora Monniky Fraga, de 27 anos, foi presa na manhã desta terça-feira, 24 de março, durante a operação ‘Cortina de Likes’, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. (Vídeo abaixo)
Com mais de 27 mil seguidores no Instagram, ela é acusada de fraude processual e falsa comunicação de crime, após ter registrado um suposto sequestro em 2025.
De acordo com as investigações, Monniky relatou à polícia que teria sido mantida em uma área de vegetação por várias horas, junto com o marido, sofrendo tortura.
No entanto, apurações indicam que o caso nunca ocorreu, caracterizando a denúncia como falsa e motivando o nome da operação, que faz referência ao engajamento obtido por meio das redes sociais.
A influenciadora foi inicialmente levada para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Cordeiro, Zona Oeste do Recife, e depois encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, para realização de exame de corpo de delito.
Em entrevista à imprensa, o advogado de Monniky, Alexandre Costa, questionou a legalidade da prisão e a classificou como uma “aberração jurídica”.
Segundo ele, os crimes pelos quais a influenciadora é acusada têm pena máxima de quatro anos, o que, na visão da defesa, tornaria desnecessária a prisão preventiva. Por ser mãe de filhos menores, Monniky pode ter a custódia convertida para prisão domiciliar.
Além da prisão da influenciadora, a operação continua cumprindo dois mandados de prisão e outros dois de busca e apreensão domiciliar na Comarca de Igarassu, enquanto a Polícia Civil investiga outras fraudes supostamente ligadas à associação criminosa.
A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou, na manhã desta terça-feira (24/03/2026), a 21ª Operação de Repressão Qualificada do ano, denominada Cortina de Likes, vinculada à Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e coordenada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), unidade integrante do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).
A investigação teve início em abril de 2025, com o objetivo de identificar e desarticular uma associação criminosa voltada à prática de extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime.
No dia de hoje estão sendo cumpridos dois mandados de prisão e dois mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Igarassu. Para a execução, estão sendo empregados 30 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.
As investigações contaram com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL) e também com o apoio operacional da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Os detalhes da operação serão divulgados pela Assessoria de Comunicação da Polícia Civil em momento oportuno.
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