Candidatos ao Senado por Pernambuco. (Fotos: Divulgação e Portal e Prefeitura)
A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado Federal ainda está longe de apresentar um quadro definido, segundo a nova pesquisa do Instituto Múltipla. Embora Marília Arraes apareça na liderança, com 27% das citações, o levantamento revela um eleitorado ainda bastante aberto às escolhas que serão feitas em 2026.
No cenário estimulado, em que cada entrevistado pode indicar até dois nomes, o senador Humberto Costa aparece em segundo lugar, com 19%. Na sequência, Mendonça Filho registra 15%, seguido por Eduardo da Fonte, com 14%.
O deputado Túlio Gadêlha aparece mais distante, com 6%.
A distribuição dos números, porém, é apenas uma parte do cenário. O volume de eleitores que ainda não definiu completamente suas duas escolhas chama atenção e mantém a disputa pelas cadeiras em aberto.
A eleição para o Senado em 2026 terá uma particularidade importante em Pernambuco: duas cadeiras estarão em disputa.
Por isso, a pesquisa permite que cada entrevistado escolha até dois nomes. Diferentemente de uma eleição para um único cargo, o eleitor pode declarar preferência por dois candidatos, o que torna a disputa mais dinâmica.
Segundo o levantamento, 26% dos entrevistados não opinaram ou estão indecisos em relação às duas vagas.
Outros 21% indicaram branco ou nulo para as duas cadeiras.
Há ainda parcelas do eleitorado que demonstram indefinição especificamente em relação à segunda escolha: 13% estão indecisos ou não opinaram para a segunda vaga, enquanto 7% apontaram branco ou nulo para esse posto.
Os números mostram que uma parcela significativa do eleitorado ainda não consolidou suas duas escolhas.
Marília Arraes lidera o levantamento com 27% das citações.
A ex-deputada está à frente de Humberto Costa, que registra 19%, e de Mendonça Filho, que aparece com 15%.
Eduardo da Fonte tem 14%, enquanto Túlio Gadêlha soma 6%.
Como cada entrevistado poderia apontar dois nomes, os percentuais não devem ser interpretados como uma soma de votos exclusiva para uma única vaga. Um mesmo eleitor pode ter citado dois candidatos diferentes.
Esse aspecto também ajuda a explicar por que a liderança de Marília não significa que uma das duas cadeiras esteja definida.
Um dos movimentos que chamam atenção no levantamento é a presença de Mendonça Filho na terceira colocação, com 15%.
O resultado coloca o candidato mais próximo do grupo que atualmente concentra as maiores intenções de voto para as duas vagas.
Eduardo da Fonte aparece logo atrás, com 14%, configurando uma diferença de apenas um ponto percentual entre os dois.
Com a margem de erro de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos, essa diferença está dentro do intervalo estatístico da pesquisa.
A disputa pelo grupo intermediário aparece especialmente equilibrada.
Mendonça Filho tem 15% e Eduardo da Fonte, 14%. Considerando a margem de erro, não é possível estabelecer uma diferença estatisticamente segura entre os dois.
A situação reforça o caráter ainda aberto da corrida ao Senado.
Além deles, Túlio Gadêlha aparece com 6%, enquanto os demais nomes citados no levantamento registram percentuais iguais ou inferiores a 1%.
Entre eles estão Carlos Sant’Anna, Gilvan Costa, José Mariano, Paulo Rubem Santiago e Samuel Timóteo. Outros candidatos somaram 1%.
O principal elemento da pesquisa, portanto, não é apenas quem aparece na liderança, mas o tamanho do eleitorado que ainda não definiu suas escolhas.
A existência de duas vagas faz com que o processo de decisão seja ainda mais complexo. Um eleitor pode ter uma primeira preferência consolidada, mas ainda não saber qual nome escolherá para a segunda cadeira.
É justamente nesse espaço que os candidatos que aparecem atrás dos primeiros colocados podem buscar crescimento.
A pesquisa mostra que 26% dos entrevistados estão indecisos ou não opinaram para as duas vagas, enquanto outros grupos ainda não definiram especificamente a segunda escolha.
Isso significa que o cenário apresentado pelo Múltipla representa uma fotografia de uma disputa que ainda pode sofrer alterações importantes até o período eleitoral.
A distância entre os candidatos não deve ser analisada isoladamente. A margem de erro de 3,3 pontos percentuais permite sobreposição entre alguns dos principais nomes.
Além disso, a campanha eleitoral ainda terá espaço para alianças, definição de estratégias, exposição dos candidatos e apresentação de propostas.
Com duas vagas em disputa, a capacidade de cada candidatura de conquistar a primeira e a segunda preferência dos eleitores poderá ser determinante.
O cenário atual, portanto, aponta Marília Arraes na liderança, seguida por Humberto Costa, mas não permite afirmar que as duas cadeiras já estejam encaminhadas.
O levantamento do Instituto Múltipla foi realizado entre os dias 8 e 11 de agosto de 2026, com 900 entrevistados em todas as regiões de Pernambuco.
A pesquisa possui margem de erro de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento foi registrado sob os números PE-06344/2026 e BR-04244/2026.
Com duas vagas em disputa e uma parcela expressiva do eleitorado ainda sem definição completa, a pesquisa mostra uma corrida ao Senado marcada por liderança, proximidade entre os candidatos e, principalmente, muito espaço para mudança até a eleição.
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