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Médicos da UNIMED que atenderam criança que morreu serão investigados pelo CREMEPE

Bruna Brito Barbosa de Araujo, de apenas 4 anos, faleceu após receber o primeiro atendimento para tratar uma amidalite. 

Cami Cardoso

17 de janeiro de 2025 às 10:13   - Atualizado às 11:04

Médicos da UNIMED que atenderam criança que morreu serão investigados pelo CREMEPE

Médicos da UNIMED que atenderam criança que morreu serão investigados pelo CREMEPE Fotos: Reprodução/Redes Sociais

A conduta dos médicos que atenderam Bruna Brito Barbosa de Araujo, de apenas 4 anos, está sendo investigada pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, depois que a criança faleceu após receber o primeiro atendimento para tratar uma amidalite. 

De acordo com a denúncia, Bruna deu entrada na unidade de saúde com sintomas de resfriado e suspeita de amigdalite. A médica responsável inicialmente recomendou a aplicação de uma injeção de Benzetacil, mas os pais, após resistência, acabaram aceitando o tratamento. No entanto, mesmo após a aplicação, a criança não apresentou melhora significativa, o que levou os pais a retornarem à unidade no dia seguinte.   

A vice-presidente do Cremepe, Claudia Beatriz de Andrade, informou que as investigação seguirão em sigilo para que não existam interferências no processo de apuração dos fatos. A sindicância tem um prazo inicial de 90 dias, mas o período pode ser prorrogado cado o sindicante considere necessário. Mas, segundo a representante do órgão as investigações podem chegar a cinco anos. 

 "Não se pode atropelar os ritos nem, em prol de chegar a um determinado resultado, pular etapas ou deixar de ouvir ou juntar determinadas provas”

Investigação policial

A morte de Bruna Brito Barbosa de Araujo, de 4 anos, está sendo investigada após a família denunciar à Polícia Civil um possível caso de negligência médica. Segundo os pais da menina, a criança teria sido derrubada da maca durante a transferência da Unimed Recife para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, fato que eles acreditam ter contribuído para sua morte.

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Gabriella de Brito, mãe de Bruna, relatou que ela e o marido ouviram um forte barulho de queda, seguido por um som de gás vazando. A família também ouviu gritos de uma enfermeira, aparentemente assustada. Com isso, os pais levantaram suspeitas de que a criança tenha sofrido algum trauma físico durante o atendimento.

Relembre o caso

Os pais de Bruna Brito, uma menina de 4 anos, denunciaram médicos da Unimed Recife após a morte da filha, ocorrida em 13 de dezembro de 2024. O caso foi exposto na última terça-feira, 14 de janeiro, por meio de um vídeo nas redes sociais, pelo vereador de Timbaúba, Josinaldo Júnior, e pela empresária Gabriela Brito, que questionam a conduta médica e acreditam que a criança tenha sido derrubada enquanto estava entubada.

Segundo a acusação, Bruna foi levada ao hospital com sintomas de resfriado e suspeita de amigdalite. A médica que a atendeu sugeriu a administração de uma injeção de Benzetacil, mas os pais da menina mostraram resistência à ideia antes de finalmente aceitá-la. Apesar da aplicação do medicamento, a condição da criança não melhorou consideravelmente, o que levou os pais a procurarem novamente a unidade de saúde no dia seguinte. 

A mãe de Bruna relatou que, no terceiro dia de acompanhamento, a médica teria dito que a Benzetacil não era um "remédio para dor de cabeça", e que não resolveria o problema rapidamente. "Ela não gostou que a gente estava divergindo da opinião dela", afirmou Gabriela, mencionando a postura da médica, que, segundo ela, demonstrava soberba ao não aceitar críticas ou questionamentos.

Após o novo retorno à unidade, a médica orientou que Bruna fosse levada para uma UPA. No entanto, os pais optaram por buscar atendimento na Urgência de Otorrinolaringologia da Unimed, já que a criança estava sem se alimentar e bastante debilitada. Lá, Bruna foi submetida a uma tomografia com sedação, mas a mãe estranhou a quantidade de sedativo administrado. Ela relatou que uma enfermeira teria dito que com aquela dose, Bruna estaria “em Nárnia há muito tempo”, e destacou que o exame durou mais de 4 horas, muito além do tempo normal de 20 minutos. 

 

  

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