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Mãe do menino Arthur, morto brutalmente em Pernambuco, diz que viajou para se prostituir; entenda

O caso ocorreu no dia 16 de fevereiro, na cidade de Tabira, no Sertão e chocou o Estado pela extrema crueldade contra a criança de 2 anos.

Gabriel Alves

22 de março de 2025 às 09:05   - Atualizado às 09:34

Giovana Ramos, mãe do menino Arthur, morto brutalmente em Tabira.

Giovana Ramos, mãe do menino Arthur, morto brutalmente em Tabira. Foto: Reprodução

A mãe do menino de 2 anos, Arthur Ramos do Nascimento, Giovana Ramos, de 20 anos, falou pela primeira vez sobre o caso durante uma entrevista ao LW Cast na quinta-feira, 20 de março. Entre as principais dúvidas está o motivo de Arthur ter permanecido tanto tempo longe da família, já que parentes de Giovana vivem em Tabira, enquanto sua mãe e outros familiares moram em Americana, no interior de São Paulo.

A morte brutal da criança, ocorrida em 16 de fevereiro, na cidade de Tabira, no Sertão de Pernambuco, chocou o Estado pela extrema crueldade contra o garoto, vítima de múltiplas violências antes de morrer.

Cerca de dois meses antes do crime, Arthur havia sido deixado sob os cuidados de Giselda da Silva Andrade, de 30 anos, e Antônio Lopes Severo, de 42. Ambos foram indiciados pelo assassinato do menino.

Giselda está presa, enquanto Antônio foi linchado pela população local no dia 18 de fevereiro, após ser detido pela polícia.

Giovana afirmou que não pôde contar com o apoio da avó e da tia para cuidar do filho.

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“Minha avó não ia aguentar o Arthur por ser idosa, não ia conseguir controlar meu filho, porque senão eu deixava. A minha tia tem a família dela, tem o serviço dela e o marido, ela nunca quis, nunca se manifestou para cuidar da criança”, justificou.

A mãe do menino explicou que precisou deixá-lo com Giselda para conseguir trabalhar e se sustentar. Segundo ela, a única alternativa foi se prostituir, o que tornava inviável cuidar do filho.

“Como que eu vou levar uma criança para dentro de um cabaré? Como que eu vou levar uma criança para um ambiente que é pesado, com prostituição e droga, tem todo tipo de gente, eu não ia levar meu filho para isso. Por isso que eu tinha confiança, eu confiei nela (Giselda) e esse foi meu erro todo”, afirmou.

Relacionamento com Giselda

Giovana conheceu Giselda há algum tempo e disse que sempre contou com o apoio dela.

“Não era só uma amizade de droga, porque maconha, a gente usava a nossa maconha. Se fosse outra droga, estaríamos nos prejudicando, mas nunca aconteceu. Os filhos de Giselda nunca estavam ‘jogados’, sempre estavam bem cuidados. Não era só eu que confiava nela, outras mães também confiavam”, declarou.

Ela garantiu que esta foi a primeira vez que Arthur ficou sob os cuidados de Giselda por um período prolongado. O menino estava com ela desde o fim de dezembro, mas antes disso, a mulher apenas ajudava Giovana esporadicamente.

“Não foi a um desconhecido que entreguei meu filho. Não sou louca da cabeça”, defendeu-se.

Luto, depressão e busca por justiça

Diante da perda trágica, Giovana revelou estar enfrentando uma depressão profunda.

“Estou me dopando, a verdade é essa. Quando começa o pensamento, eu me dopo e esse ‘tá’ sendo meu erro, porque eu ‘tô’ entrando cada vez mais, me afundando na depressão”, desabafou.

Apesar da dor, ela afirmou que continuará lutando por justiça.

“Eu só tô aqui hoje porque eu vou até o fim, foi o que eu sempre disse desde que eu abri a minha boca. Agora eu vou até o fim. O que vai acontecer comigo depois, aí não importa. Eu vou lutar porque o Arthur não era uma criança ‘jogada’ igual o pessoal diz”, concluiu.

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