Dados do TCE-PE mostram liderança do município em gasto per capita com shows, enquanto chuvas e problemas urbanos expõem desafios na infraestrutura local.
Márcio Régio vence eleição suplementar de Goiana é se torna prefeito Foto: Divulgação
A Prefeitura de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, aparece como o município com o maior gasto proporcional em shows e eventos em 2026, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios relacionados à infraestrutura urbana e impactos provocados por fortes chuvas.
Segundo levantamento com base no Portal Tome Conta, do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), a gestão municipal já desembolsou R$ 25,2 milhões em despesas com eventos culturais entre janeiro e 20 de junho de 2026. O valor coloca Goiana no topo do ranking estadual de gasto per capita, com aproximadamente R$ 295,91 por habitante, superando cidades de maior porte como Recife, Caruaru e Olinda.
Embora o valor absoluto seja inferior ao de capitais e grandes centros urbanos, o levantamento destaca o impacto proporcional das despesas no orçamento do município. A comparação mostra que Goiana ocupa a primeira posição no ranking de gastos por habitante com festividades em Pernambuco.
Os dados incluem despesas com shows, estrutura de eventos e contratações artísticas, dentro das classificações de cultura, turismo e lazer.
Em paralelo ao volume de recursos destinados a eventos, o município enfrentou recentemente os efeitos de fortes chuvas. Segundo a Prefeitura, cerca de 500 pessoas precisaram deixar suas casas devido a alagamentos em diferentes bairros.
As famílias foram encaminhadas para abrigos temporários instalados em escolas municipais, enquanto o nível dos rios e o volume de chuva elevaram o risco de novas inundações. O município chegou a prorrogar decreto de situação de emergência em função dos impactos climáticos.
Imagens e relatos locais mostraram ruas alagadas, perdas materiais e dificuldades de mobilidade em áreas urbanas e periféricas.
Além dos impactos das chuvas, o município também foi alvo de críticas relacionadas à infraestrutura e à aplicação dos recursos públicos. Questionamentos levantam a discrepância entre a capacidade de arrecadação de Goiana impulsionada por seu polo industrial e a percepção de investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e urbanização.
Embora os eventos culturais sejam apontados como importantes para o turismo e movimentação econômica, parte das avaliações públicas destaca a necessidade de equilíbrio entre gastos com festividades e investimentos estruturais de longo prazo.
A combinação dos dados evidencia dois cenários simultâneos: de um lado, a forte aplicação de recursos em eventos culturais; de outro, desafios enfrentados pela população em situações emergenciais e na oferta de serviços básicos.
Especialistas em gestão pública frequentemente destacam que despesas com festividades podem ter impacto econômico positivo, mas alertam para a importância de planejamento que contemple também áreas estruturais, especialmente em municípios com recorrência de eventos climáticos extremos.
Com R$ 25,2 milhões já aplicados em eventos apenas no primeiro semestre de 2026, Goiana passa a ocupar posição de destaque no debate sobre prioridades orçamentárias em Pernambuco, especialmente ao considerar os impactos sociais registrados no mesmo período.
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O espetáculo chega à cidade para três sessões no Teatro Luiz Mendonça, Parque Dona Lindu, dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto. Os ingressos já estão à venda a partir de R$ 80.
Podem participar clientes de baixa tensão das classes residencial, comercial, rural e baixa renda que possuam débitos vencidos há mais de um ano com a distribuidora.
O evento reúne produtos cultivados e produzidos em assentamentos pernambucanos, criando um espaço de comercialização direta entre quem produz no campo e quem vive na cidade.
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