A popularidade do brinquedo tem crescido rapidamente, com batalhas organizadas em espaços públicos e sua comercialização amplamente disponível online.
Foto: Reprodução/Vídeos
O uso de armas que disparam balas de gel, popularmente conhecidas como gel blasters, tornou-se febre entre jovens e adolescentes em várias cidades brasileiras. Embora inicialmente vistas como uma brincadeira inofensiva, os impactos dessa prática têm gerado sérias preocupações, especialmente no campo da saúde ocular.
Nos últimos dias, a emergência da Unidade da Fundação Altino Ventura (FAV), localizada na Boa Vista, registrou um aumento expressivo de pacientes com ferimentos nos olhos causados por esses dispositivos.
As balas de gel, feitas de polímero superabsorvente, podem causar lesões graves ao atingir regiões sensíveis, como os olhos, podendo levar até mesmo à perda de visão em casos mais extremos.
"Desde a última sexta-feira (29 de novembro), a emergência da FAV passou a receber pacientes, em sua maioria adolescentes, com dor ocular após traumas causados por balas de gel disparadas por essas armas. Nos últimos quatro dias (30/11 a 03/12), atendemos 17 pacientes com a mesma queixa. Eles apresentavam sangramento ocular, inflamação conjuntival e uveíte — uma inflamação do tecido vascular interno do globo ocular que requer tratamento prolongado para evitar sequelas visuais. Pelas lesões encontradas, o impacto desses projéteis parece ser muito significativo. Nossa maior preocupação é que esses traumas podem causar ruptura das camadas da retina, levando a descolamento de retina mesmo semanas após o impacto. Isso significa que crianças podem ter a visão comprometida e, sem perceber, não relatar isso aos pais, o que pode resultar em cegueira irreversível", alerta a oftalmologista e vice-coordenadora do Departamento de Cirurgia Refrativa da Fundação, Dra. Camila Moraes.
A popularidade das armas de gel tem crescido rapidamente, com batalhas organizadas em espaços públicos e sua comercialização amplamente disponível online, conforme relatado por autoridades e especialistas. No entanto, a falta de regulamentação clara e o uso inadequado desses dispositivos têm suscitado discussões sobre segurança e responsabilidade.
A Fundação Altino Ventura convida os veículos de comunicação para conhecerem de perto os impactos desse fenômeno na saúde ocular e para entrevistarem especialistas que estão na linha de frente do atendimento emergencial. O objetivo é conscientizar a população, especialmente pais e jovens, sobre os perigos associados a essa nova tendência.
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