Segundo a promotoria, Luciano tentou matar a vítima 'por razões da condição do sexo feminino'.
19 de março de 2025 às 11:05 - Atualizado às 11:05
Luciano Lolô e momento dos disparos. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou o ex-vereador de Tupanatinga, Luciano de Souza Cavalcanti, de 59 anos, por tentativa de feminicídio. Ele foi flagrado por câmeras de segurança atirando contra uma mulher em um motel de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, no dia 6 de março.
A denúncia foi aceita pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na última terça-feira, 18 de março. Segundo a promotoria, Luciano tentou matar a vítima “por razões da condição do sexo feminino, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e através de disparos de arma de fogo”, mas não conseguiu cometer o crime por circunstâncias alheias à sua vontade.
De acordo com a investigação, o ex-vereador discutiu com a mulher dentro do quarto do motel e agrediu com socos no rosto. A vítima deixou o local e caminhou até o portão do estabelecimento.
Imagens de segurança mostram que Luciano, usa apenas roupas íntimas, e ao se aproximar da mulher efetuou cinco disparos de arma de fogo à queima-roupa, atingindo o peito, as pernas e os braços. Testemunhas relataram que, antes dos tiros, ele afirmou: “Eu sou homem, ninguém me desrespeita, não”.
Após o crime, ele retornou ao quarto e guardou a arma no carro. Para evitar sua fuga, os funcionários do motel desligaram a energia elétrica do local, já que as interrupções funcionam eletronicamente.
O MPPE destacou que a vítima sobreviveu graças ao socorro prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A defesa do ex-vereador de Tupanatinga, Luciano de Souza Cavalcanti, de 59 anos, afirma na Justiça que médicos o diagnosticaram com esquizofrenia paranoide em novembro de 2024.
Atualmente, Luciano está preso preventivamente após atirar contra uma mulher dentro de um motel em Garanhuns, no Agreste, na madrugada de 6 de março.
Um clínico geral assinou o laudo médico anexado ao processo. O documento aponta que Luciano sofre de "surtos alucinatórios e crises de perseguição", sendo medicado com remédios controlados.
Além disso, outro laudo, emitido em julho de 2024, indica que o ex-vereador tem diabetes mellitus, com "dificuldade de controle da doença e complicações relacionadas a ela", além de alto risco de sangramento e infecções.
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