O vereador destacou que o projeto pretende negociar 12 prédios e um cinema que serão cedidos à administração particular ao preço de R$ 317 milhões, por 30 anos.
Eduardo Moura critica projeto do Distrito Guararapes. Foto: Divulgação
Durante a sessão plenária desta terça-feira, 11 de novembro, o vereador Eduardo Moura (NOVO) voltou à tribuna da Câmara Municipal do Recife para dar continuidade ao discurso iniciado no dia anterior, no qual criticou a gestão do prefeito João Campos por estar “vendendo a cidade”.
Na plenária de da segunda-feira (10), Moura criticou a venda de precatórios da educação para o banco Itaú que causou um prejuízo financeiro aos cofres municipais, graças ao deságio de R$ 124 milhões.
Nesta terça, o alvo da crítica foi o projeto do Distrito Guararapes, apresentado recentemente pela prefeitura.
O vereador destacou que o projeto pretende negociar 12 prédios e um cinema que serão cedidos à administração particular ao preço de R$ 317 milhões, por 30 anos.
A prefeitura receberia cerca de R$ 10,5 milhões por ano, e R$ 880,5 mil por mês.
“Isso é muito pouco para um bairro, mesmo com o setor privado se comprometendo a reformar os prédios. Apesar disso, nosso gabinete fez as contas. Dos 317 milhões, a Prefeitura vai fazer uma contraprestação pública, ou seja, vai colocar R$ 234 milhões. Sobram R$ 83 milhões”, diz.
De acordo com Moura, a matemática é ainda mais desfavorável para os cofres do Recife. Isso porque ainda estão previstos mais gastos com subsídios e aportes financeiros, que constam nas entrelinhas do projeto.
“Durante 6 anos, a prefeitura vai botar um subsídio de R$ 50,8 milhões. Ou seja, dos 83 milhões restarão pouco mais de R$ 32 milhões. Se a Prefeitura fosse vender estes prédios pelo valor venal, daria R$ 25,2 milhões. Eles estão divulgando que a prefeitura vai receber 317 milhões, né? Mentira! Vão sobrar apenas R$ 6,8 milhões. Isso é matemática”, critica.
Ainda no discurso, Eduardo Moura lembrou que o contrato permite à empresa privada explorar economicamente o espaço.
“Além dos prédios, ainda tem um estacionamento e um cinema. Quem vai lucrar com isso? E ainda vão ter 873 unidades de habitação de interesse social que a empresa vai poder alugar ou vender. É impressão minha ou a prefeitura está dando um bairro para uma empresa?”, questiona Moura.
O líder o NOVO na câmara finalizou o pronunciamento apontando suspeitas sobre os prováveis beneficiários do projeto.
“Sabe o que é engraçado? Trata-se de um ‘pool de empresas’; tem advogado, tem empresa de comunicação... E sabe o que tem no meio também? Uma empresa ligada à família dos Coelho. Temos que livrar Pernambuco dessas famílias que tomam conta do Estado há anos, e a gente tá aqui para desmascarar isso”, concluiu.
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O palco escolhido para o espetáculo será o Pátio de Eventos Luiz Gonzaga. O espaço funciona como o centro das grandes apresentações do evento.
Os cantores Petrúcio Amorim e Nena Queiroga apresentou as novas versões da obra.
O pré-candidato é o atual presidente do PSD em Paulista e foi coordenador, no município, da campanha vitoriosa de Raquel Lyra nas eleições de 2022.
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