Pré-candidato a deputado federal pelo PSOL cita dados do IBGE sobre analfabetismo e questiona o discurso de que Pernambuco possui a melhor educação pública do Brasil.
Jones Manoel e João Campos Foto Arte/Portal de Prefeitura
O pré-candidato a deputado federal pelo PSOL em Pernambuco, Jones Manoel, voltou a fazer críticas à política educacional conduzida pelos governos do PSB no Estado. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o pré-candidato utilizou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre analfabetismo para questionar o discurso de que Pernambuco possui uma das melhores redes públicas de ensino do país.
Segundo Jones Manoel, os números divulgados pelo IBGE desmontam a narrativa construída ao longo dos últimos anos pelos governos socialistas. Em sua avaliação, o elevado número de pessoas analfabetas no Estado contrasta com o reconhecimento nacional frequentemente atribuído à educação pernambucana.
"É uma propaganda mentirosa", afirmou o pré-candidato ao comentar a imagem construída pelos governos do PSB em torno da educação estadual.
Durante a declaração, Jones Manoel afirmou que Pernambuco reúne mais de 700 mil pessoas analfabetas e aparece entre os estados brasileiros com os maiores índices do problema.
Para ele, esse cenário evidencia que os avanços frequentemente apresentados pelas gestões do PSB não refletem a realidade vivida por parte significativa da população.
"O PSB sustentou por muitos anos essa ideia de que Pernambuco tem a melhor educação pública do Brasil", declarou.
O pré-candidato também relacionou a situação ao quadro nacional, lembrando que o Brasil ainda contabiliza milhões de pessoas sem alfabetização.
Além dos indicadores de analfabetismo, Jones Manoel direcionou críticas ao modelo educacional implantado ao longo das administrações do PSB.
Segundo ele, muitas escolas integrais enfrentariam problemas estruturais e não ofereceriam condições adequadas para estudantes e profissionais da educação.
Na avaliação do pré-candidato, parte das unidades funciona com reformas inacabadas, limitações de infraestrutura e dificuldades para cumprir a proposta pedagógica do ensino em tempo integral.
Jones Manoel também afirmou que professores convivem com vínculos de trabalho considerados precários e criticou a expansão de contratos temporários na rede estadual.
Ao longo da manifestação, o pré-candidato atribuiu ao PSB a construção de uma narrativa que, segundo ele, não corresponde aos indicadores sociais do Estado.
Jones Manoel citou os governos de Eduardo Campos, Paulo Câmara e a atual influência política do partido em Pernambuco como responsáveis pela condução das políticas educacionais nas últimas décadas.
Para o dirigente, os dados divulgados pelo IBGE demonstrariam que ainda existem desafios significativos relacionados à alfabetização, à valorização dos profissionais da educação e à qualidade da infraestrutura escolar.
As declarações de Jones Manoel ocorrem em meio ao debate sobre os indicadores educacionais do Estado. Pernambuco é frequentemente citado por resultados obtidos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e em avaliações nacionais do ensino médio. Ao mesmo tempo, dados do IBGE apontam que o analfabetismo continua sendo um desafio, especialmente entre a população adulta e idosa.
Até o momento da publicação desta matéria, não havia manifestação do PSB sobre as declarações feitas por Jones Manoel.
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