"É uma briga política", diz secretária da Mulher do Cabo sobre acusação de forjar atentado Foto: Reprodução
A secretária da Mulher do Cabo, Aline Melo, pronunciou-se pela primeira vez após ser acusada de forjar o atentado que sofreu em março deste ano.
No vídeo divulgado na segunda-feira, 18 de maio, a chefe da pasta se defendeu e afirmou que as acusações fazem parte de uma "briga política", motivada pelos avanços que tem realizado durante o período em que está à frente da secretaria.
"Preciso deixar claro que nós estamos em uma briga política e que, apesar de ter um fantoche na frente, ele não está mobilizando tudo isso sozinho. Temos provas suficientes para apontar muitos nomes, mas eu não acredito na política da especulação", declarou.
Além disso, Aline Melo classificou os apontamentos contra ela como "desumanos, desonestos e cruéis".
"Não fujo do meu processo, nunca me escondi atrás do silêncio e, se eu me mantive calada até agora, foi porque o que estão fazendo comigo é desumano, é desonesto, é cruel; é ignorar o fato de que uma mulher está sofrendo."
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) concluiu que foi forjado o suposto atentado a tiros sofrido pela secretária executiva da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, registrado em março deste ano. O caso, que inicialmente foi tratado como uma possível violência de gênero, terminou com o indiciamento da gestora e do motorista que a acompanhava, Ewerton Eduardo, por fraude processual, denunciação caluniosa e falsa comunicação de crime.
A conclusão da investigação foi divulgada após a análise de imagens de câmeras de segurança, depoimentos e outros elementos reunidos durante o inquérito policial. Com o avanço das apurações, a versão apresentada inicialmente pelas supostas vítimas passou a ser questionada devido a inconsistências e contradições identificadas pelos investigadores.
O caso ocorreu no dia 27 de março, na rodovia PE-28, no sentido litoral do Cabo de Santo Agostinho, município localizado na Região Metropolitana do Recife. Na ocasião, um disparo atingiu a janela traseira do veículo onde Aline Melo estava, do lado em que ela se encontrava e próximo à altura de sua cabeça.
Logo após o ocorrido, a secretária afirmou que o episódio poderia estar relacionado a um crime de gênero. Ela e o motorista relataram que perceberam a aproximação de uma motocicleta com características específicas, incluindo farol de LED, que teria tentado ultrapassar o carro pelo acostamento antes do disparo.
No entanto, durante as investigações, a Polícia Civil teve acesso a imagens que mudaram o rumo do caso. Um dos vídeos analisados mostra um encontro de aproximadamente 17 segundos entre o veículo em que estavam a secretária e o motorista e uma motocicleta com as mesmas características citadas no depoimento inicial.
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