Durante congresso em Abreu e Lima, Michelle Tito Foto: Divulgação
A pregadora, escritora e conferencista Michelle Tito repercutiu nas redes sociais após fazer um alerta a líderes religiosos sobre o uso de púlpitos para fins políticos durante o 22º Congresso de Mulheres da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima (IEADALPE), realizado em Pernambuco.
Durante a ministração, Michelle defendeu que igrejas devem preservar seu papel espiritual e criticou práticas que, segundo ela, utilizam a influência exercida por pastores sobre os fiéis para favorecer interesses eleitorais.
Em um dos trechos mais compartilhados da pregação, a conferencista afirmou que líderes religiosos prestarão contas diante de Deus caso utilizem a autoridade espiritual para influenciar escolhas políticas dos membros das igrejas.
"Haverá uma prestação de contas com pastores que no ano eleitoral estão usando a cabeça das ovelhas como cabo eleitoral, contratando assessores políticos, vendendo o púlpito por favores e transformando o povo de Deus em massa de manobra", declarou.
A fala foi registrada durante o evento religioso e rapidamente passou a circular em diferentes plataformas digitais, gerando manifestações de apoio e críticas entre internautas.
O pronunciamento ocorre em um momento de intensa movimentação política em razão das eleições de 2026. A proximidade do pleito costuma ampliar o debate sobre a participação de lideranças religiosas na política e os limites entre manifestações de fé e propaganda eleitoral.
A declaração de Michelle Tito também reacendeu discussões sobre a utilização de templos religiosos como espaços para manifestações político-partidárias.
A legislação eleitoral brasileira estabelece restrições à realização de propaganda eleitoral em templos religiosos. As normas editadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tratam esses locais como bens de uso comum para fins eleitorais, vedando a realização de propaganda política nesses espaços.
As regras buscam preservar a igualdade entre candidatos durante o processo eleitoral e impedir o uso de ambientes de acesso coletivo para promoção de campanhas.
Após a divulgação do vídeo, o conteúdo passou a ser compartilhado por diversos perfis ligados ao meio evangélico e ao debate político.
Enquanto parte dos internautas elogiou o posicionamento da pregadora em defesa da separação entre o púlpito e interesses eleitorais, outros defenderam que líderes religiosos também possuem direito de se manifestar sobre temas políticos, desde que respeitados os limites previstos na legislação.
Michelle Tito é conhecida por atuar como pregadora, escritora e conferencista em eventos cristãos realizados em diferentes estados brasileiros.
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Desde o início da ação, em maio de 2025, já foram realizados 122.612 atendimentos em 173 municípios pernambucanos. O total inclui 26.139 consultas e 96.473 exames e biópsias.
O evento acontecerá de 15 de agosto, com concentração às 5h e largada às 6h, na Praça Duque de Caxias, conhecida como Praça do Quartel, em Casa Caiada.
O caso foi em 2025, mas a decisão de segunda instância foi publicada na última semana de julho. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Justiça do Trabalho.
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