Apreensões da PF no presídio de Igarassu. Fotos: Polícia Federal/Divulgação
Mensagens interceptadas durante uma investigação revelam que o detento Lyferson Barbosa da Silva, conhecido como “Mago”, ordenou ataques a prédios públicos, incêndios de veículos e assassinatos de inocentes enquanto estava preso no Presídio de Igarassu, no Grande Recife, segundo informações do Diario de Pernambuco.
Lyferson foi um dos nove alvos da Operação La Catedral, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última terça-feira (25). A ação teve como objetivo desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo presos e policiais penais.
Entre os detidos, está o ex-diretor da unidade prisional, Charles Belarmino de Queiroz Silva.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (Ficco) incluiu as mensagens, enviadas em 2023, em um relatório obtido com exclusividade pelo Diario de Pernambuco. A equipe extraiu o conteúdo de celulares que encontrou com detentos dentro do presídio.
No diálogo, Lyferson conversa com Márcio Gomes da Silva, conhecido como “Mago Aranha” e apontado como uma das principais lideranças do Sindicato do Crime, a maior facção criminosa do Rio Grande do Norte.
Em uma das mensagens enviadas por WhatsApp, Lyferson dá ordens diretas para ataques a órgãos públicos:
“Manda atacar o Detran, nego. O Detran é órgão do governo federal. Estadual. Tudo junto.”
Além disso, ele também ordena homicídios:
“Organiza e mete fogo (...) Manda avisar q se num fizer oq o estado quer vai começar morrer inocentes, latrocínios e homicídios (...) Tem q matar. Infelizmente nego. É gente inocente mas é guerra (...) Pode ser qualquer um, menos criança pequena. Agora de 12 anos para cima, nego, manda dale [sic].”
O relatório aponta que as mensagens coincidem com a onda de ataques promovida pelo Sindicato do Crime no Rio Grande do Norte em 2023.
Na época, a facção incendiou ônibus, depredou delegacias e atacou órgãos públicos.
A motivação para os atentados estaria ligada a reivindicações dos presos, como o restabelecimento de visitas íntimas e acesso à televisão, que as autoridades proibiram desde o Massacre de Alcaçuz, em 2017.
O relatório descreve Lyferson como um criminoso de "altíssima periculosidade", atuando como grande distribuidor de drogas, assaltante de bancos e comerciante ilegal de armas de fogo.
Já Márcio Gomes ocuparia um cargo no "Conselho no Estado de Pernambuco" dentro do Sindicato do Crime.
Com base nessa investigação, a polícia solicitou a transferência dos dois detentos para o sistema penitenciário federal.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 25 de fevereiro, a Operação La Catedral, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa. Os presos e os policiais penais atuavam no Presídio de Igarassu, em Pernambuco.
Os envolvidos promoviam a prática de diversos crimes dentro da unidade prisional, incluindo corrupção e tráfico de drogas.
A investigação teve início após a identificação de um detento que comandava diversas atividades ilícitas na unidade, contando com o apoio de servidores do sistema prisional.
Durante as apurações, a equipe constatou atos de corrupção passiva praticados por policiais penais, além de acessos indevidos a sistemas internos para favorecer detentos.
Na ação de hoje, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, dois afastamentos de função e o sequestro de bens dos investigados.
As medidas ocorrem nas cidades do Recife, Paulista, Goiana, Carpina, Abreu e Lima, Itapissuma (todas em Pernambuco) e em Campo Grande (MS).
Os investigados poderão responder por tráfico e associação para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e prevaricação.
Sendo assim, a investigação mira também promoção ou facilitação de ingresso de aparelho telefônico em presídio e participação em organização criminosa.
Da redação do Portal com informações do Diario de Pernambuco.
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