Creches do Recife Foto: Divulgação/Manoel Medeiros
A expansão das vagas de creche na rede municipal do Recife tem sido sustentada, nos últimos anos, por meio da contratação de instituições privadas conveniadas à Prefeitura. Parte dessas unidades funciona em imóveis adaptados, como casas e espaços reaproveitados, dentro do modelo de ampliação adotado pela gestão do ex-prefeito João Campos.
Dados da Secretaria de Educação indicam que a rede conveniada passou a ter papel central na oferta de vagas para crianças de zero a três anos, dentro da estratégia de redução da fila de espera por creches no município.
Segundo informações da rede municipal, das 18.619 vagas de creche atualmente disponíveis, 9.119 são ofertadas por instituições privadas credenciadas, o que representa cerca de metade do total.
Desde 2023, os contratos firmados com essas entidades somam aproximadamente R$ 252,2 milhões, pagos pela Prefeitura do Recife dentro do modelo de chamamento público para ampliação da educação infantil.
No processo de expansão, parte das creches conveniadas passou a funcionar em imóveis adaptados, como casas, galpões e prédios reformados para atender à demanda de vagas.
Registros e visitas relatados em diferentes unidades mostram que essas estruturas variam em padrão físico e organização, já que muitas foram incorporadas ao sistema municipal em caráter de credenciamento, e não de construção direta pela rede pública.
Especialistas em educação infantil destacam que espaços destinados a crianças pequenas precisam seguir critérios específicos de segurança, ventilação, acessibilidade e adequação pedagógica, pontos que exigem acompanhamento contínuo do poder público.
A utilização de instituições privadas para ampliar o atendimento na educação infantil não é exclusiva do Recife, mas tem gerado debate sobre a capacidade de fiscalização do poder público diante do crescimento desse modelo.
Críticos apontam a necessidade de maior transparência nos contratos, além de mecanismos mais rígidos de acompanhamento da infraestrutura e do funcionamento das unidades conveniadas.
Já a gestão municipal defende o modelo como uma alternativa para ampliar rapidamente o número de vagas e reduzir a demanda reprimida por creches na capital pernambucana.
O modelo de expansão da educação infantil por meio de creches conveniadas segue em funcionamento e continua sendo tema de discussão entre gestores públicos, especialistas e órgãos de controle.
Enquanto isso, a Prefeitura mantém a política de credenciamento como uma das principais estratégias para ampliar o atendimento na primeira infância, diante da crescente demanda por vagas na rede municipal.
A educação infantil do Recife continua distante das metas previstas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), apesar dos investimentos anunciados nos últimos anos. Dados divulgados em 2026 mostram que a capital pernambucana ainda não consegue garantir atendimento adequado para uma parcela significativa das crianças, especialmente nas creches e na pré-escola.
O levantamento, baseado em informações compiladas pelo QEdu a partir de dados oficiais, revela que milhares de crianças seguem fora da educação infantil ou frequentam uma rede que enfrenta limitações estruturais. Os números colocam em xeque o discurso de que o município estaria próximo de universalizar o atendimento na primeira infância.
A situação preocupa especialistas, que consideram a educação infantil uma etapa decisiva para o desenvolvimento das crianças e para a redução das desigualdades sociais.
Segundo os dados, apenas 41,6% das crianças de 0 a 3 anos estavam matriculadas em creches no Recife. Na prática, isso significa que mais da metade das crianças dessa faixa etária permanece fora desse tipo de atendimento educacional.
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Essa é a segunda unidade do município voltada à vulnerabilidade social integra o programa Pernambuco Sem Fome e pretende distribuir cerca de 200 refeições por dia.
Segundo a Polícia Militar, as pessoas envolvidas teriam utilizado redes sociais para combinar encontros com o objetivo de promover brigas e confrontos em via pública.
O caso veio a público por meio de publicações da página Todos Por Guerreiro, uma iniciativa amplamente conhecida dedicada à proteção animal.
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