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Coronel Feitosa defende a permanência de Autoescolas: 'Quantos pais de Família ficarão sem emprego?'

O deputado estadual de Pernambuco fez um apelo ao ministro do Transporte, Renan Filho para que essa decisão fosse suspensa.

Fernanda Diniz

26 de novembro de 2025 às 17:39   - Atualizado às 17:39

Deputado Coronel Alberto Feitosa.

Deputado Coronel Alberto Feitosa. Foto: Divulgação

Desde que o Ministério dos Transportes iniciou as discussões sobre as mudanças que incluem a não obrigatoriedade das autoescolas no processo de emissão da Carteira de Habilitação (CNH), parte das empresas do setor relata queda no número de matrículas em todo país.

Em alguns casos, alunos chegaram a pedir reembolso do valor já pago, esperando que as regras mudem.

“Aqui em Pernambuco, mais de 5mil pessoas dependem desse segmento entre donos de empresas e funcionários e eles vivem momentos de provação”, alertou o deputado Coronel Alberto Feitosa hoje durante pronunciamento na sessão plenária.

A proposta aguarda validação do Conselho Nacional de Trânsito. Feitosa fez um apelo ao ministro do Transporte, Renan Filho para que essa decisão fosse suspensa.

“Quantos pais de família ficarão sem emprego se isso for validado pelo CONTRAN?”, indagou o parlamentar

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Feitosa comenta prisão de Bolsonaro 

O deputado Coronel Alberto Feitosa comentou sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado, 22 de novembro, utilizando a expressão “um jogo que já estava jogado”. A decisão de prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Feitosa se manifestou nas redes sociais logo cedo após a divulgação da notícia. O parlamentar esteve com Bolsonaro dias antes da prisão domiciliar determinada por Moraes, em agosto. Por volta das 6h30, Feitosa recebeu a informação sobre a detenção do ex-presidente pela Polícia Federal e a compartilhou em suas redes.

“Isso não foi uma prisão. Foi um sequestro de um homem que não roubou, não cometeu qualquer crime. A prisão de Bolsonaro é no dia 22, a multa foi de 22 milhões e o número do partido é 22. Essa atitude se utiliza de pitadas de sadismo e psicopatia,  tudo ardilosamente planejado. Fica claro quem é o responsável pela destruição da justiça e da democracia brasileira”, disparou Feitosa

Prisão de Bolsonaro 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes expediu neste sábado, 22 de novembro, ordem de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi feito pela Polícia Federal.

A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão.

Em setembro deste ano, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo.

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer também ficaram detidos em salas da PF

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pelo STF.

Ainda não se esgotarem os recursos disponíveis para a defesa do ex-presidente tentar reduzir a pena ou rever eventuais incongruências na decisão tomada pelos ministros da Primeira Turma.

Os advogados do ex-presidente recorreram da decisão do colegiado sob o argumento de a condenação ter sido baseada em provas frágeis e contradições no acórdão, e que o ex-presidente não teve participação direta nos atos apontados pela acusação.

Os criminalistas Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno defenderam no recurso que a decisão da Corte provocou "profundas injustiças" por, dentre outros motivos, ter cerceado o direito à defensa e condenado o ex-presidente mesmo ele tendo feito a "desistência voluntária" do golpe - ou seja, mesmo que se admitisse o início de uma ação golpista, Bolsonaro teria interrompido a execução por vontade própria.

A defesa de Bolsonaro apresentou embargos de declaração contra a decisão da Primeira Turma. Esse tipo de recurso não permitia reverter o resultado do julgamento, pois seu objetivo é esclarecer eventuais contradições, omissões ou obscuridades no acórdão. Os embargos poderiam apenas reduzir a pena do ex-presidente. Porém, em decisão unânime, o colegiado rejeitou as alegações dos advogados.

Na julgamento concluído no dia 11 de setembro deste ano, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma consideraram Bolsonaro culpado dos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O único a divergir da condenação de Bolsonaro foi o ministro Luiz Fux, que, no início de novembro, pediu transferência para a Segunda Turma do STF. Desde então, as decisões do colegiado tem sido tomadas pelos ministros Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, por causa do pedido de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Bolsonaro cumpria prisão preventiva em casa desde o dia 4 de agosto deste ano por ter descumprido medidas cautelares impostas por Moraes. O ex-presidente participou por meio de ligação das manifestações bolsonaristas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a interação foi transmitida nas redes sociais, o que estava proibido.

Antes disso, o ex-presidente passou 17 dias, entre 18 de julho e 4 de agosto, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação de Moraes. O ministrou avaliou que ele e o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tentavam coagir a Justiça no curso da ação penal do golpe por meio de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos.

Foram identificadas transferências financeiras de Bolsonaro para Eduardo nos Estados Unidos, onde o parlamentar vive desde o início do ano em busca de influenciar a gestão Donald Trump a pressionar o STF pelo arquivamento da ação contra seu pai.

A atuação de pai e filho com ao governo americano se desdobrou em um inquérito conduzido pela Polícia Federal (PF) para apurar obstrução de justiça e tentativa de interferência no processo em julgamento no STF. No último sábado, 15, a Primeira turma decidiu, por unanimidade, tornar Eduardo réu pelo crime de coação.

O tema da prisão acompanha Bolsonaro há anos. O ex-presidente já declarou em mais de uma oportunidade que não aceitaria ser preso .

"Mais da metade do meu tempo, eu me viro contra processos. E até já falam que eu serei preso. Por Deus que tá no céu, eu nunca serei preso", diz Bolsonaro num discurso para empresários em maio de 2022.

Em agosto de 2021, o líder da direita foi ainda mais enfático ao dizer que teria apenas três alternativas de futuro: ser preso, morrer ou vencer. "Pode ter certeza que a primeira alternativa não existe", emendou ao discursar a apoiadores em Goiânia no auge da crise com o STF.

Mais recentemente, Bolsonaro mudou de discurso e disse estar preparado para ser preso a qualquer momento pela Polícia Federal "Durmo bem, mas já estou preparado para ouvir a campainha tocar às seis da manhã: ‘É a Polícia Federal!’", afirmou o ex-presidente em entrevista à revista americana Bloomberg.

A PF cumpriu a ordem de prisão às xx da manhã em sua residência no condomínio Solar de Brasília, no bairro Jardim Botânico da capital federal.

Estadão Conteúdo

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