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Compesa descobre desvio de água em condomínio capaz de abastecer 17 residências por mês no Agreste

A ligação clandestina foi estimada em oito anos, período transcorrido desde que o imóvel foi cortado por inadimplência.

Ricardo Lélis

11 de junho de 2025 às 17:27   - Atualizado às 17:27

Operação da Compesa em Gravatá

Operação da Compesa em Gravatá Fotos: Divulgação/ Compesa

A Compesa descobriu durante uma vistoria de rotina que um condomínio, com seis apartamentos, na rua Malaquias Queiroz Silveira, no bairro Jardim Petrópolis, em Gravatá, furtando água, além de uma obra vizinha praticando a mesma irregularidade.

Ambos são da mesma proprietária. Imediatamente, a companhia acionou a polícia, que deu voz de prisão à dona dos dois logradouros. A mulher foi autuada e levada para a delegacia da cidade para prestar depoimento.

A ligação clandestina do condomínio de apartamentos foi estimada em oito anos, período transcorrido desde que o imóvel foi cortado por inadimplência, em 2017.

A estimativa da Compesa é uma perda de 170 m³ de água por mês nas duas situações de irregularidade, o que daria para abastecer 17 residências com quatro pessoas por igual período.

Além da água não estar seguindo o seu destino até os demais moradores da rua, a Companhia também contabiliza um prejuízo financeiro de R$ 81 mil pelo período em que o condomínio estava usando água da Compesa de forma irregular e pela utilização de água furtada na obra do imóvel em construção.

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Em relação à obra, a companhia estima que o desvio ocorria há cerca de um ano. Após identificar e retirar as ligações clandestinas, os moradores dessa rua voltaram a receber água normalmente.

A Compesa registrou Boletim de Ocorrência para que o caso seja investigado pelas autoridades policiais, e a infratora também vai pagar multa no valor de R$ 17 mil.

A Compesa esclarece que desviar água é crime previsto no Código Penal nos artigos 155 (furto) e 265 (atentado ao funcionamento do serviço público de abastecimento de água).

As penas aplicadas são de um a cinco anos de reclusão, além de multas. A Companhia lembra ainda que o furto de água prejudica o abastecimento da população e também o funcionamento de equipamentos como hospitais, escolas, creches, asilos e órgãos públicos. 

Companhia Pernambucana de Saneamento

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