De acordo com o sindicato, faltam manutenção adequada, investimentos em segurança e equipamentos atualizados. Além de número insuficiente de trens para atender à demanda crescente da população.
Colapso no metrô do Recife. Foto 1: Rafa Neddermeyer/Agência BrasilFoto 2: Reprodução
O colapso no sistema metroviário do Recife voltou a expor o abandono da principal promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltada à mobilidade urbana em Pernambuco.
O metrô, que deveria ter passado por um processo de revitalização e federalização prometido por Lula, enfrenta falhas constantes, greves recorrentes, atrasos e superlotação, afetando diariamente milhares de trabalhadores da Região Metropolitana.
Durante a campanha eleitoral de 2022, Lula prometeu recuperar o metrô do Recife que não iria privatizar o sistema. No entanto, três anos depois, o sistema acumula panes em trens, interrupções no fornecimento de energia e paralisações motivadas pela falta de condições de trabalho. Nos últimos anos, o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) tem decretado novas greves em protesto contra o sucateamento da estrutura e o descumprimento de promessas.
De acordo com o sindicato, faltam manutenção adequada, investimentos em segurança e equipamentos atualizados. Além de número insuficiente de trens para atender à demanda crescente da população.
No caso mais recente, em 25 de outubro, um trem pegou fogo entre as estações Alto do Céu e Curado, no ramal Camaragibe. Imagens registraram o momento em que passageiros desceram aos trilhos para escapar das chamas. Na semana seguinte, outro trem apresentou falhas e ficou parado na Linha Sul.
Esses episódios já não são isolados. Nos últimos anos, cerca de 170 mil pernambucanos que dependem diaramente do metrô convivem com transtornos constantes, trens quebrados, estações fechadas e insegurança no transporte, entre outros problemas frequentes.
Segundo técnicos e representantes da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), falta investimento do governo federal para que o sistema volte a operar de forma eficiente. Dados da companhia apontam que seriam necessários cerca de R$ 2 bilhões para a recuperação plena da malha metroviária.
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, em outubro, o gerente regional de Manutenção da CBTU, Adalberto Nunes de Siqueira, destacou os principais problemas, entre eles a redução da velocidade dos trens devido ao desgaste dos trilhos e a paralisação das operações aos domingos para reparos emergenciais, ambos reflexos do subfinanciamento dos últimos anos.
“O Metrô do Recife precisa, urgentemente, receber recursos adequados para que possamos melhorar os serviços prestados à sociedade pernambucana, principalmente no que se refere à segurança do sistema e dos nossos usuários”, afirmou o gestor.
Passageiros relatam superlotação diária e atrasos que ultrapassam 40 minutos nos horários de pico. Em alguns casos, usuários chegam a descer dos vagões e seguir parte do trajeto a pé pelos trilhos, cenas que se repetem há meses e simbolizam o colapso do transporte sobre trilhos na capital pernambucana.
Apesar das críticas, o governo federal ainda não apresentou um cronograma concreto de recuperação, mas indica uma possível privatização do sistema metroviário do Recife.
Tem início a partir da meia-noite desta segunda-feira, 3 de novembro, a greve dos metroviários do Recife. O Sindmetro-PE decidiu, em assembleia na última quinta-feira (30), que a paralisação, por tempo indeterminado, ocorre após meses de tentativas frustradas de diálogo com o governo federal.
A categoria cobra liberação imediata de recursos para manutenção, modernização da frota e melhores condições de trabalho, medidas urgentes diante do sucateamento do Metrô do Recife, que transporta 170 mil pessoas por dia.
“Não queremos paralisar por vontade própria, mas por necessidade. O metrô é patrimônio do povo pernambucano”, afirma Luiz Soares, presidente do Sindmetro-PE.
Os trabalhadores alertam que a privatização agrava os problemas e reivindicam que o presidente Lula cumpra o compromisso de manter o sistema público e seguro.
O vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Thiago Mendes, explicou que o plano de privatização do Metrô do Recife, planejado pelo governo do Estado em parceria com o governo federal, representa um risco de repasse de recursos públicos para empresários do setor de transporte.
A declaração foi feita durante assembleia geral extraordinária realizada em frente à Estação Central do Recife, quando a categoria anunciou o início da greve por tempo indeterminado a partir das 0h de segunda-feira (3).
Segundo Thiago Mendes, a proposta “vai jogar muito dinheiro na mão de um pequeno grupo de empresários”, repetindo o modelo do transporte por ônibus no estado. Ele criticou a governadora por usar o tema do metrô como vitrine política e alertou que tanto o governo estadual quanto o federal são responsáveis pelo sucateamento da CBTU Recife. “Tem a participação direta do ministro Rui Costa e do ministro Jader Filho, que querem matar a CBTU por inanição”, afirmou.
O Sindmetro-PE questiona a coerência do projeto, lembrando que o governo federal anunciou R$ 3 bilhões para o sistema. “Se tem dinheiro, pra quê privatizar?”, indaga Mendes. Para o sindicato, os recursos devem ser aplicados na modernização da CBTU, garantindo um transporte público seguro e eficiente, sem entregar o patrimônio da classe trabalhadora ao capital privado.
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