Testes de catracas elevadas retornam nos ônibus do Grande Recife. Créditos: Divulgação/Reprodução
O sistema de transporte de ônibus da Região Metropolitana do Recife está passando por uma nova fase na tentativa de combater a evasão de passagem. Após uma série de polêmicas e a suspensão anterior, as catracas elevadas retornam em teste com um modelo reformulado, focado em ergonomia e acessibilidade para evitar transtornos aos passageiros e garantir a segurança no embarque.
A evasão na região chega a causar prejuízos estimados em R$ 20 milhões por mês, impactando a operação e o planejamento das frotas, o que levou o governo de Pernambuco e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) a buscar soluções eficazes para inibir a entrada irregular nos ônibus. As catracas elevadas são estratégicas por dificultarem o acesso às portas traseiras e inibirem a passagem irregular por cima das catracas.
Em 2023, os testes iniciais de catracas elevadas foram suspensos pelo Ministério Público, após uma passageira ficar presa no equipamento, o que gerou ampla repercussão negativa e denunciou problemas de segurança e acessibilidade. O MPPE recomendou a suspensão até que o sistema fosse adequado às normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), especialmente no que tange critérios de acessibilidade para pessoas obesas, com bolsas, mochilas ou crianças no colo.
Mesmo assim, o Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) acompanhou os testes iniciais e constatou redução significativa nas invasões em algumas linhas escolhidas por terem alta incidência de evasão. A questão central passou a ser o equilíbrio entre impedir a invasão e garantir o acesso facilitado aos usuários legítimos.
Agora em 2025, o Grande Recife e o MPPE retomaram o projeto com a promessa de catracas elevadas mais ergonômicas e acessíveis, instaladas principalmente no meio e na traseira dos coletivos. O período de testes está previsto para durar três meses, em pelo menos 14 linhas, cuja seleção considera o histórico de pulos e invasões.
Para evitar transtornos, o MPPE exige que as novas catracas atendam integralmente às normas de acessibilidade da ABNT, para que o sistema seja inclusivo, evitando constrangimentos e restrições ao embarque, que afetam principalmente pessoas com necessidades especiais ou carregando volumes.
A evasão de tarifa compromete a receita do sistema, o que pode levar a cortes em serviços ou aumento da tarifa para usuários pagantes, além de sobrecarregar o serviço público com o uso irregular. Estima-se que a evasão na Região Metropolitana do Recife represente entre 15% e 20% da receita total mensal do sistema, um impacto financeiro capcioso para a sustentabilidade do transporte público.
O CTM e o MPPE trabalham conjuntamente para garantir que as catracas elevadas sejam um instrumento eficaz, sem prejudicar a experiência do passageiro, o que inclui garantir segurança e acessibilidade em veículos fundamentais para a mobilidade de milhões.
O Ministério Público acompanha o processo de perto, com vistorias e avaliações técnicas para garantir que os ajustes nas catracas estejam de acordo com as normas. A recomendação é que, enquanto não houver comprovação da adequação plena, os testes continuem monitorados e as catracas permaneçam em caráter experimental.
O objetivo é consolidar um sistema que consiga combater a evasão, melhorar a operação dos ônibus e, ao mesmo tempo, oferecer conforto e segurança para todos os passageiros, sem exceção.
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