Prefeita Mirella Almeida barra emenda aprovada pela Câmara que fixava prazo de até 45 dias para quitação dos valores pagos a blocos, troças e clubes carnavalescos.
Prefeita de Olinda Mirella Almeida Foto: Reprodução/ TV Globo
A ausência de um prazo legal definido para o pagamento dos cachês do Carnaval de Olinda voltou a gerar apreensão entre troças, clubes e blocos de frevo da cidade. O cenário se consolidou após o veto integral da prefeita Mirella Almeida (PSD) à emenda que estabelecia limite de até 45 dias após a folia para a quitação dos valores devidos aos fazedores de cultura.
A proposta havia sido aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal e buscava criar previsibilidade financeira para as agremiações, muitas das quais ainda convivem com pendências de repasses referentes a edições anteriores da festa. Com o veto, permanece a indefinição sobre quando os pagamentos serão efetivamente realizados.
Representantes do setor cultural avaliam que a falta de um prazo objetivo compromete o planejamento das atividades e fragiliza a sustentabilidade das agremiações, responsáveis por manter viva uma das principais expressões culturais do município. O frevo é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, e sua preservação depende diretamente da estruturação econômica de quem o executa.
Diante da decisão, a Associação das Agremiações de Frevo de Olinda (Afrevo) manifestou preocupação com a insegurança gerada pelo veto e cobrou do Executivo municipal uma posição mais clara. Em nota, a entidade defendeu que a previsibilidade nos pagamentos não é apenas uma questão administrativa, mas um elemento central para garantir dignidade ao trabalho de músicos, passistas, artesãos e demais profissionais envolvidos no Carnaval.
Segundo a Afrevo, a recorrência de atrasos afeta desde a contratação de orquestras até a confecção de figurinos e adereços, além de comprometer a organização interna das agremiações ao longo do ano.
Além de fixar o prazo de 45 dias, a emenda incluía mecanismos de responsabilização em caso de atraso, como correção monetária, juros e multa, bem como a priorização desses débitos no cronograma financeiro do exercício seguinte. O texto também previa a obrigação de comunicação aos órgãos de controle e a apresentação de um plano de regularização em situações de descumprimento.
Para os defensores da proposta, as medidas não criavam novas despesas, mas apenas estabeleciam regras mais claras para o cumprimento de contratos já firmados pelo poder público.
Ao justificar o veto, a Prefeitura de Olinda afirmou que a emenda é incompatível com a legislação federal e com a Lei Orgânica do município, por interferir em atribuições privativas do Executivo e na ordem cronológica de pagamentos da administração pública.
Em nota, a gestão municipal ressaltou a importância dos artistas e fazedores de cultura para o Carnaval e informou que trabalha com a meta de realizar os pagamentos em até 45 dias após o evento, condicionando os repasses ao recebimento de patrocínios, convênios e à regular prestação de contas.
A autora da emenda, vereadora Eugênia Lima (PT), informou que pretende articular apoio entre os parlamentares para tentar derrubar o veto quando os trabalhos legislativos forem retomados. Para ela, a discussão evidencia a necessidade de maior transparência e organização na relação entre o poder público e o setor cultural.
Enquanto o impasse persiste, agremiações de frevo iniciam a preparação para o Carnaval sob um clima de incerteza financeira, sem garantias formais sobre quando receberão pelos serviços prestados durante a maior festa popular da cidade.
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