Concurso do Ministério das Cidades. Foto: Divulgação
Mesmo após garantir vagas no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2025, o Ministério das Cidades protocolou junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) um novo pedido para realização de concurso público. A proposta foi enviada no prazo legal, até o último dia 31 de maio, e está sob análise.
A solicitação tem como base a reestruturação do órgão, conforme estabelecido pelo Decreto nº 11.468, de 5 de abril de 2023, e busca a recomposição do quadro de servidores efetivos. O pedido inclui 105 vagas, todas para profissionais com nível superior, distribuídas em diferentes áreas de atuação.
Segundo o documento, o maior número de oportunidades está reservado para o cargo de Analista Técnico-Administrativo, com 70 vagas. As demais estão divididas da seguinte forma: Arquiteto (10), Engenheiro (10), Economista (5), Assistente Social (3), Contador (3), Geólogo (2) e Sociólogo (2).
A pasta justificou a solicitação apontando para o “déficit significativo de pessoal” enfrentado atualmente, o que dificulta a execução plena das políticas públicas sob responsabilidade do ministério.
A proposta também destaca que a necessidade de novos servidores cresceu com o aumento das atribuições após a reorganização administrativa feita no início do atual governo.
Até o momento, o MGI ainda não deu resposta definitiva sobre o pedido. Assim como todos os demais órgãos da administração federal, o Ministério das Cidades aguarda análise técnica e orçamentária para saber se poderá seguir com o edital.
Caso a autorização ocorra, o ministério deverá definir os próximos passos, como estrutura de cargos, vagas por localidade e critérios de seleção. Não há, até agora, uma previsão oficial para a publicação de edital ou início das etapas do concurso.
Vale lembrar que o CNU já destinou algumas vagas para o Ministério das Cidades na edição de 2025, mas, segundo a própria pasta, os postos ofertados via concurso unificado não são suficientes para atender à demanda interna da estrutura. Por isso, o órgão defende que precisa de uma nova seleção específica para repor pessoal em diferentes áreas técnicas e administrativas.
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Após a homologação do resultado final, o certame terá validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação uma única vez por igual período.
O total de oportunidades está distribuído entre três cargos: 1.200 para agente de polícia, 70 para escrivão e 45 para delegado.
O edital reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência, 25% para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.
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