Concurso público do TJPE. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) anunciou que seu próximo concurso público exigirá formação superior em Direito para o cargo de técnico judiciário. A informação foi confirmada pelo presidente do tribunal, desembargador Ricardo Paes Barreto.
A decisão marca uma mudança nos critérios de seleção do tribunal. Até então, o cargo de técnico judiciário exigia apenas o nível médio. Com a nova regra, apenas candidatos com diploma de bacharel em Direito poderão disputar as vagas ofertadas no próximo certame.
A legislação permite que os tribunais estaduais determinem seus próprios requisitos para cargos administrativos, desde que sigam as normas constitucionais. No caso do TJPE, a exigência do bacharelado em Direito acompanha uma tendência já observada em outros tribunais pelo país.
A Justiça Federal, por exemplo, já passou a exigir formação específica para técnicos judiciários em algumas seleções. O Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou essa possibilidade, reforçando que cada órgão pode estabelecer seus critérios de ingresso, respeitando os princípios legais.
A exigência do diploma de Direito reduz o número de concorrentes no próximo concurso, já que elimina aqueles que possuem apenas o ensino médio. No entanto, a mudança pode atrair profissionais com maior especialização jurídica, o que pode impactar diretamente a qualidade dos serviços prestados pelo tribunal.
O TJPE ainda não divulgou detalhes sobre o edital, incluindo a quantidade de vagas ou a previsão para a publicação. No entanto, a confirmação da exigência do diploma de Direito já movimenta a preparação dos concurseiros que aguardam o certame.
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Os candidatos precisam ter ensino médio completo para concorrer aos cargos. O edital exige idade mínima de 18 anos e máxima de 30 anos até a data limite de inscrição.
Nesta fase, os participantes precisam encaminhar documentos que comprovem formação e experiência. A banca utiliza esses dados para atribuir pontos extras na classificação final.
A proposta já recebeu aprovação da Câmara dos Deputados e agora aguarda a votação final. Do total de cargos, 232 são destinados a analista judiciário e 242 para técnico judiciário.
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