Imposto de renda zero para quem ganha até R$5.000,00 dinheiro na mão do trabalhador? Foto: Freepik
A reforma do Imposto de Renda aprovada recentemente pelo Congresso Nacional traz mudanças significativas na tributação de milhões de brasileiros a partir de janeiro de 2026, conforme estabelecido no Projeto de Lei nº 1.087/2025.
Assim, de acordo com o Portal do Planalto, o texto altera a Lei nº 9.250 de 1995 para instituir que quem ganha até R$ 5 mil mensais deixará de pagar Imposto de Renda, beneficiando aproximadamente 15 milhões de contribuintes, ou quase metade dos 32,5 milhões de declarantes atualmente.
Consequentemente, além da isenção total para esta faixa de renda, haverá redução proporcional de imposto para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00, conforme detalhado pela CNN Brasil, enquanto acima deste valor as alíquotas progressivas permanecem inalteradas.
Ademais, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), citado pelo G1, esta medida deve injetar cerca de R$ 27 bilhões por ano na economia brasileira, reforçando o consumo e impulsionando as vendas no comércio.
Impacto financeiro e consumo
Dessa forma, a renúncia fiscal estimada para 2026 chega a R$ 31,2 bilhões, valor que deve ser redistribuído diretamente na economia brasileira, conforme dados do Ministério da Fazenda citados pelo Senado.
De acordo com projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 54,5% desse montante (R$ 16,98 bilhões) devem se transformar diretamente em consumo de bens e serviços.
Além disso, outros 33,6% (R$ 10,47 bilhões) devem ser direcionados à regularização de dívidas, enquanto 12% (R$ 3,75 bilhões) devem ir para poupança ou consumo futuro.
Por conseguinte, a Experts XP estima que a renda real disponível das famílias possa crescer 4,2% em 2026 caso as medidas fiscais sejam implementadas, representando um acréscimo de quase 1 ponto percentual em relação ao cenário sem as medidas, conforme detalhado pelo Tax Group.
Compensação fiscal para altas rendas
Paralelamente, para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da isenção, o projeto prevê medidas específicas para contribuintes de alta renda, conforme detalhado no Portal do Planalto.
Assim, a tributação mínima das altas rendas possibilitará uma ampliação de receita de R$ 25,22 bilhões, além de R$ 8,9 bilhões em virtude da tributação de 10% na remessa de dividendos para o exterior, conforme informado pelo G1.
Contudo, estas medidas só terão efeito sobre a declaração anual a partir de 2027, enquanto o impacto positivo no consumo se fará sentir já em 2026.
Ademais, o Ministério da Fazenda estima que a cobrança para cobrir a isenção atingirá cerca de 140 mil pessoas, representando apenas 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda, conforme informações oficiais do Portal da Fazenda.
Efeitos no cotidiano dos trabalhadores
Finalmente, o impacto direto no bolso dos beneficiados será significativo. Assim, uma pessoa que ganha R$ 5 mil mensais e paga imposto hoje terá uma economia de R$ 312 por mês, o que representa quase um 14º salário ao longo do ano, conforme tabela detalhada pela Quark RH.
Por outro lado, especialistas alertam para a "armadilha da renda", criada pela transição abrupta acima dos R$ 5 mil, que pode gerar dúvidas entre empregados e empregadores sobre horas extras, promoções e formalização, conforme destacado pelo Senado.
Dessa maneira, este novo cenário fiscal representa tanto uma oportunidade de estímulo econômico quanto um desafio de adaptação para o sistema tributário brasileiro, com potencial para alterar hábitos de consumo e padrões de arrecadação em escala nacional, conforme avaliação do Portal da Fazenda.
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