A ação terminou com 13 traficantes presos, seis pessoas feridas, entre elas cinco moradores da região.
04 de dezembro de 2024 às 09:03 - Atualizado às 11:59
policial militar que estava de folga foi morto com um tiro de fuzil na favela do Quitungo, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Reprodução/TV Globo
Na terça-feira, 3 de dezembro, um policial militar que estava de folga foi morto com um tiro de fuzil na favela do Quitungo, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
O corpo do militar foi colocado pelos criminosos dentro de um carro e o veículo foi solto ladeira abaixo na localidade.
A Polícia Militar afirmou que o sargento Marco Antônio Matheus Maia, de 37 anos, estava na corporação há 13 anos e era lotado no 41º BPM (Irajá).
O policial não estava escalado para a operação que acontecia próximo dali, no Complexo da Penha, para prender traficantes da facção Comando Vermelho. A ação terminou com 13 traficantes presos. Seis pessoas ficaram feridas, entre elas pelo menos cinco moradores.
Bandidos incendiaram três ônibus em represália à ação policial em Cordovil, na mesma região. A Polícia Civil atuou no Complexo da Penha, com objetivo de prender chefes do tráfico.
O policial militar Marco Antônio tinha sido baleado na testa em 2020 durante uma operação na comunidade Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Na época, ele e um outro policial tiveram que sair a pé e desarmados da favela depois que Maia foi atingido. Um vídeo mostra o socorro.
A polícia chegou a investigar se eles tiveram que entregar as armas para traficantes, mas, na época, eles disseram que deixaram com outros policiais.
Em 2023, ele foi citado em uma investigação apontado como segurança do TH Joias, um empresário investigado por lavagem de dinheiro. Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH, foi preso suspeito de lavar dinheiro para uma facção criminosa.
A operação na Penha é mais uma fase da Operação Torniquete, que combate o roubo de cargas e de veículos. Ônibus deixaram de circular, e escolas e postos de saúde não abriram. Veja em detalhes os impactos à população.
Chefes da facção eram procurados — entre eles, o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca. Os policiais também tentavam prender criminosos foragidos do Pará e do Ceará escondidos na Penha.
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