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Zambelli diz que uso da arma não tirou a eleição de Bolsonaro em 2022: "Perdeu por outro motivo"

A deputada federal ainda afirmou que o remorso pelo caso e as acusações de ter influenciado a eleição são motivos pelo qual ela sofre de depressão profunda.

Fernanda Diniz

27 de março de 2025 às 16:28   - Atualizado às 17:20

Carla Zambelli ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Carla Zambelli ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) disse nesta quinta-feira, 27 de março, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu a eleição presidencial de 2022 por "outro motivo" e não porque ela perseguiu um homem armada na véspera do segundo turno. Em entrevista a um podcast na segunda-feira, 24, Bolsonaro creditou o caso como responsável pela derrota.

"Eu acho que pode sim ter acontecido algum tipo de mudança de voto e pode ter influenciado. Mas eu não acho que tenha tido influência tamanha para tomar a eleição dele. Para mim, o Bolsonaro perdeu por outro motivo e não por esse da arma", afirmou Zambelli em entrevista à CNN.

Em participação ao podcast Inteligência Ltda. na segunda-feira, 24, Bolsonaro afirmou que Zambelli "tirou o mandato" dele ao perseguir Luan Araújo, um jornalista negro, com uma arma na mão no bairro dos Jardins, em São Paulo.

"Carla Zambelli tirou o mandato da gente. Aquela imagem da Zambelli perseguindo o cara... Aquilo fez gente pensar: ‘Olha, o Bolsonaro defende o armamento’. Mesmo quem não votou no Lula, anulou o voto. A gente perdeu", afirmou Bolsonaro.

Na entrevista concedida à CNN, Zambelli disse que ficou "entristecida" com a declaração de Bolsonaro e que colocar a culpa da derrota no caso é um "peso muito grande".

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"Essa declaração do Bolsonaro me deixou muito entristecida, é um peso muito grande para uma pessoa carregar, ainda mais uma pessoa como eu, que sou patriota, que tenho uma responsabilidade para com as pessoas e com o País", disse a deputada.

Zambelli afirmou também que o remorso pelo caso e as acusações de ter influenciado a eleição de 2022 são motivos pelo qual ela sofre de depressão profunda. A parlamentar disse ainda que se arrepende de ter "perdido a cabeça" no episódio.

"Eu me arrependo de ter feito isso porque eu poderia, simplesmente, ter voltado para o restaurante, ter me abrigado lá dentro e ter esperado esses caras irem embora", disse.

Na manhã desta terça-feira, 25, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar Zambelli por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo.

Além de uma pena estipulada em cinco anos e três meses de prisão, a condenação pode resultar na perda do mandato da deputada federal. Apesar da maioria estar formada, o julgamento ainda não foi encerrado e a condenação não será imediata. Além disso, mesmo após o encerramento do julgamento, cabem recursos à sentença proferida.

A maioria dos ministros seguiu o entendimento do relator do caso, Gilmar Mendes. Seguiram o entendimento dele os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin e Dias Toffoli. Restam os votos de Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques, que pediu vista dos autos.

Zambelli alega que tinha porte federal de arma no dia do caso e acredita que a condenação vai ser revertida. Nesta quarta-feira, 27, Bolsonaro, que não mantém contato com Zambelli por conta do episódio em que acredita ter motivado a derrota, classificou a decisão do STF como "injustiça".

"Injustiça. Uma injustiça com a Carla Zambelli. Pelo que eu sei, ela tem porte de arma [...] Um exagero. Não só a cassação do mandato, bem como o número de anos de prisão. Ela corre atrás de uma pessoa desarmada. Ela errou?", afirmou o ex-presidente, durante entrevista após decisão unânime do STF que o tornou réu por tentativa de golpe de Estado.

Estadão Conteúdo 
 

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