Pernambuco, 05 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Venezuela dá calote de R$ 10 bilhões no Brasil e contribuinte brasileiro paga a conta

Governo liderado por Nicolás Maduro tem ignorado tentativas de negociar o pagamento da dívida.

Ricardo Lélis

20 de maio de 2025 às 19:04   - Atualizado às 19:04

Nicolás Maduro e Lula

Nicolás Maduro e Lula Foto: Hugo Barreto

O governo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, tem ignorado tentativas do Brasil de negociar o pagamento de uma dívida bilionária referente a obras e serviços realizados por empresas brasileiras no país vizinho. 

De acordo com um documento da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, obtido pela Folha de S.Paulo, o débito já alcança US$ 1,74 bilhão (aproximadamente R$ 10 bilhões), incluindo valores pagos pela União aos bancos financiadores e juros por atraso.

As informações foram repassadas oficialmente ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que havia solicitado esclarecimentos sobre o caso.

No ofício, o governo brasileiro afirma que “a negociação se encontra suspensa em razão da ausência de respostas do governo venezuelano”.

A cobrança tem sido feita tanto por vias diplomáticas quanto por comunicações diretas ao Ministério da Economia da Venezuela, mas sem sucesso.

Veja Também

Diante da inadimplência, o Brasil notificou instituições internacionais, como o Clube de Paris — grupo que reúne os principais países credores, incluindo França, Alemanha e Estados Unidos. 

A expectativa é que até junho outros US$ 16 milhões (cerca de R$ 90 milhões) tenham de ser indenizados pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), caso Caracas não quite suas obrigações.

A dívida está vinculada a financiamentos do BNDES para a realização de obras de infraestrutura na Venezuela, como a construção do metrô de Caracas.

Pelo modelo adotado, em caso de calote, a União cobre os prejuízos do banco com recursos do FGE, administrado pelo Ministério da Fazenda, ou seja, quem paga a conta é o contribuinte brasileiro.

Em 2023, o governo Lula reabriu negociações após a visita de Nicolás Maduro a Brasília, mas os diálogos não avançaram.

O clima entre os dois países se deteriorou ainda mais após o Brasil vetar o ingresso da Venezuela como parceira do grupo BRICS, complicando o cenário diplomático.

Mesmo com a histórica proximidade entre governos petistas e o chavismo, o impasse persiste. Lula chegou a responsabilizar a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo não pagamento, por ter cortado relações com Caracas. 

Em fevereiro de 2023, o presidente declarou que, sob sua administração, países devedores como Venezuela e Cuba — que chamou de “países amigos do Brasil” — pagariam suas dívidas.

A oposição, no entanto, segue criticando o uso de recursos do BNDES para projetos internacionais em detrimento do mercado interno.

O deputado Nikolas Ferreira, um dos principais críticos, tem cobrado explicações e ações efetivas para assegurar o ressarcimento.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

00:26, 05 Out

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Sergio Moro.
Eleições

Sergio Moro vence eleição para governador do Paraná no 1º turno

Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos a presidência.
Eleições

Flávio Bolsonaro e Lula vão ao 2º turno na disputa pela Presidência

Com 93,14% das seções totalizadas, nenhum dos candidatos alcançou a quantidade necessária de votos para definir a disputa presidencial no primeiro turno.

Rafael Fonteles
Eleições 2026

Rafael Fonteles (PT) é reeleito governador do Piauí

Rafael Tajra Fonteles foi eleito governador pela primeira vez em 2022, ainda no primeiro turno, com 57,62% dos votos válidos, e tomou posse em janeiro de 2023.

mais notícias

+

Newsletter