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Servidores públicos do Recife entram em greve nesta quarta (30); João Campos ofereceu 1% de reajuste

O sindicato aponta que a gestão municipal não está sendo justa com os trabalhadores.

Jameson Ramos

30 de abril de 2025 às 11:54   - Atualizado às 11:54

Trabalhadores decretaram Greve no Recife.

Trabalhadores decretaram Greve no Recife. Foto: Montagem Portal/Reprodução

Os servidores públicos municipais do Recife decretaram greve nesta quarta-feira, 30 de abril, após não conseguirem negociar com a prefeitura um maior reajuste salarial. Cerca de 28 categorias reclamam que o prefeito João Campos (PSB) está propondo 1% de correção retroativa a janeiro e mais 0,5% a partir de julho.

O vereador Osmar Ricardo (PT), que também é presidente do Sindicato dos Servidores Municipais do Recife (Sindsepre), afirmou que a gestão municipal não está sendo justa com os trabalhadores.

"Como presidente do sindicato que representa 17 mil trabalhadores e como vereador eleito pela base popular, tenho o dever de dizer a verdade: não é coerente negar a recomposição salarial da base enquanto altos cargos tiveram reajuste de 33%", disse.

"Minha posição é firme. É possível sim rever a proposta, ouvir a categoria e construir uma solução que respeite o servidor sem comprometer a gestão. Quem cuida da cidade precisa ser cuidado com dignidade. A greve é um instrumento legítimo. E mais do que nunca, é hora de diálogo real. Estou com vocês", complementou.

Entre as categorias que aderiram a greve estão a Autarquia de Urbanização do Recife (URB), a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) e a CONVIVA - Mercados e feiras - além dos nutricionistas escolares e assistentes administrativos. 

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Na manhã desta quarta, os trabalhadores da saúde mental do Recife também aderiram à greve. "Além da solicitação de uma remuneração digna aos trabalhadores/as, a luta é pela qualidade do serviço público ofertado à população recifense”, reforçou o Coletivo Trabalhadores da Rede Pública de Saúde Mental do Recife (TRAMA).

SIMPERE

O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE) rejeitou, em mesa de negociação realizada na manhã de segunda-feira, 28 de abril, a proposta de reajuste salarial apresentada pela gestão do prefeito do Recife, João Campos.

Contrariando o que já foi estabelecido pelo Piso Nacional do Magistério, que prevê um acréscimo de 6,27% na remuneração dos educadores, a gestão municipal ofereceu apenas 1,5% de reajuste retroativo a janeiro, com elevação para 2,25% a partir de julho. A sugestão foi classificada pelo SIMPERE como "vergonhosa".

Ao final da reunião, educadoras e educadores realizaram um protesto para manifestar a insatisfação diante de mais uma negociação frustrada.

“A nossa categoria não entende como é possível várias cidades da Região Metropolitana estarem priorizando o pagamento do Piso, incluindo a gestão estadual, enquanto o Recife segue com esse mau exemplo, ensinando como não gerir uma das principais capitais do país”, afirmou Jaqueline Dornelas, coordenadora geral do SIMPERE.

A prefeitura também não apresentou definição sobre outras reivindicações da categoria, como o acréscimo de carga horária para o ano de 2025 e o cumprimento integral da aula-atividade, direito previsto na Lei do Piso.

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