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Senador Rogério Marinho será a última testemunha na ação que julga Bolsonaro por tentativa de Golpe

O parlamentar será a última testemunha ouvida na ação penal que investiga o ex-presidente e mais sete pessoas por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Jameson Ramos

02 de junho de 2025 às 10:21   - Atualizado às 10:31

Ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Rogério Marinho.

Ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Rogério Marinho. Foto: Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) ouvirá na tarde desta segunda-feira, 2 de junho, o senador Rogério Marinho (PL), ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo de Jair Bolsonaro (PL). 

O senador será a última testemunha ouvida na ação penal que investiga o ex-presidente e mais sete pessoas por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Com isso, será encerrada a fase de instrução processual. A oitiva, que inicia a partir das 15h, será feita de forma online e servirá para esclarecer se houve omissão, conhecimento prévio ou participação direta dos investigados na tentativa de ruptura institucional.

O senador integra a lista de testemunhas arroladas pela defesa de Bolsonaro e do general Braga Netto, ex-ministro da Defesa. Até o momento, o STF já ouviu 51 testemunhas.

Com o encerramento desta etapa, o processo avançará para as alegações finais. Em seguida, o relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, marcará o interrogatório dos réus. 

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Após as manifestações, Moraes irá elaborar o resumo do caso e apresentará o seu voto - ainda sem prazo definido. Após finalizada, a ação penal será liberada para inclusão na pauta de julgamento.

Segundo o R7, a expectativa é de que o caso vá a julgamento entre setembro e outubro deste ano. 

Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestará depoimento no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A Polícia Federal (PF) ouvirá o ex-presidente na próxima quinta-feira, 5 de junho.

Eduardo Bolsonaro passou a ser investigado pelo STF na última segunda-feira (26). A Procuradoria-Geral da República (PGR) alegou que o filho de Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, tem buscado do governo americano sanções a integrantes do STF, do Ministério Público e da Polícia Federal com o "intuito de embaraçar o andamento do julgamento" contra seu pai, réu no Supremo por tentativa de golpe de Estado.

O pedido de inquérito foi aceito por Alexandre de Moraes, que será o relator do processo, e o parlamentar passou a ser investigado pelos possíveis crimes de coação no curso do processo penal, obstrução de investigação contra organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (28), que vai restringir o visto para "autoridades estrangeiras que sejam cúmplices na censura de americanos". Ao anunciar a medida, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, não citou Moraes, mas há a expectativa de que o magistrado brasileiro seja um dos alvos da ação, pois o secretário citou a América Latina como exemplo da aplicação da sanção.

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