Os últimos levantamentos da Múltipla, Simplex, Quaest e Ipespe, trouxe a governadora na liderança em todos os cenários e com casos de virada.
30 de julho de 2026 às 15:11 - Atualizado em 31 de julho de 2026 às 21:38
Lula com Raquel Lyra e João Campos Foto: Reprodução/Redes Sociais
As mais recentes pesquisas para o governo de Pernambuco que foram divulgadas em um intervalo de sete dias, mostraram a governadora Raquel Lyra (PSD), liderando todos os cenários contra João Campos (PSB).
Raquel apareceu na frente no levantamento da Múltipla, Simplex, Quaest e Ipespe, inclusive com resultado de virada em algumas e vencendo até em 1º turno. No entanto, o ex-prefeito do Recife, amenizou os resultados.
Entre os aliados de João Campos havia expectativa de que o gesto público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pudesse alterar o cenário eleitoral.
Recentemente, Lula gravou um vídeo manifestando apoio à pré-candidatura do socialista ao Governo de Pernambuco. A gravação foi interpretada como uma sinalização clara do Palácio do Planalto em favor do PSB na disputa estadual.
Apesar disso, as pesquisas divulgadas após a manifestação presidencial ainda não registraram mudanças significativas na vantagem de Raquel Lyra.
A expectativa agora é pela presença de Lula em Pernambuco durante a campanha. Integrantes do PSB acreditam que uma agenda conjunta poderá ampliar a visibilidade da candidatura de João Campos, embora, até o momento, não exista confirmação oficial sobre datas ou eventos.
Um dos fatores que mais chamam a atenção na disputa é o comportamento de eleitores que apoiam simultaneamente o presidente Lula e a governadora Raquel Lyra.
Conhecido nos bastidores como eleitor "Luquel", esse grupo reúne pessoas que aprovam o governo federal, mas também avaliam positivamente a gestão estadual. Esse fenômeno dificulta a transferência automática de votos por parte de Lula para João Campos e representa um desafio estratégico para a Frente Popular.
Analistas avaliam que esse perfil de eleitor pode se tornar decisivo ao longo da campanha, principalmente caso o cenário permaneça equilibrado entre os principais concorrentes.
Outro elemento que tem movimentado o cenário político é a existência de lideranças do Partido dos Trabalhadores que demonstram simpatia pela reeleição de Raquel Lyra.
Prefeitos, deputados e outras lideranças petistas mantêm diálogo institucional com a governadora e, em alguns casos, defendem publicamente sua continuidade no comando do Estado.
O episódio mais emblemático envolve o vereador do Recife Osmar Ricardo, presidente licenciado do PT municipal. O parlamentar decidiu se afastar temporariamente da presidência da legenda para participar da campanha da governadora e passou a fazer críticas frequentes à pré-candidatura de João Campos e ao PSB.
A situação evidencia as divergências internas existentes dentro do partido em Pernambuco e reforça a complexidade das articulações políticas para as eleições estaduais.
Com a sucessão de pesquisas favoráveis à governadora e a intensificação das movimentações partidárias, a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas entra em uma nova fase. Embora a campanha ainda esteja em construção, os levantamentos mais recentes colocam Raquel Lyra em posição de vantagem e aumentam a pressão sobre a estratégia eleitoral de João Campos, que busca ampliar sua competitividade nos próximos meses.
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Na audiência, o magistrado também determinou que o governo americano entregue documentos que possam identificar quem criou o registro considerado falso.
Na última pesquisa, divulgada em 24 de julho, 48% rejeitavam Flávio Bolsonaro, enquanto a rejeição a Lula era de 46%. O levantaouviu 2.058 entrevistados, com 16 anos ou mais, de 18 a 20 de agosto.
Em abril, João Campos tinha 50% das intenções de voto, contra 38% de Raquel Lyra. Agora, quatro meses depois, o ex-prefeito aparece com 40%, enquanto a governadora chegou a 47%.
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