Lula durante fala sobre tráfico. Foto: Reprodução
Durante entrevista concedida nesta sexta-feira, 24 de outubro, a jornalistas na Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se posicionar sobre a política internacional de combate às drogas e fez uma declaração. (veja vídeo abaixo)
“Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”.
O comentário surgiu enquanto o petista comentava as ações do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o tráfico internacional. Segundo Lula, o republicano deveria priorizar o tratamento de dependentes químicos nos EUA, em vez de recorrer a operações militares fora do país.
"É muito melhor os Estados Unidos se disporem a conversar com a polícia dos outros países, com o Ministério da Justiça de cada país, para a gente fazer uma coisa conjunta. Porque se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer, onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade da soberania dos países? É ruim. Então eu pretendo discutir esses assuntos com o presidente Trump, se ele colocar na mesa", afirmou.
Lula também defendeu que o enfrentamento ao tráfico deve incluir o debate sobre o consumo interno e a corresponsabilidade dos usuários.
"Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também. Você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, de gente que compra porque tem gente que vende", disse o presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira, 24 de outubro, no encerramento da visita de Estado à Indonésia, que a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não terá assunto vetado. Os dois líderes devem se encontrar no domingo, 26, em Kuala Lumpur, na Malásia. O tarifaço imposto ao Brasil deve ser o tema mais importante da reunião.
"Vai ser uma reunião livre em que a gente vai pode dizer o que quiser, como quiser, e vai ouvir o que quiser e não quiser também. Estou convencido de que vai ser boa para eles e para o Brasil essa reunião. Vamos voltar a nossa normalidade", afirmou.
O presidente disse ainda que quer discutir sanções a ministros do Supremo Tribuna Federal (STF), como a Lei Magnistsky e a cassação de vistos, e também temas geopolíticos, como China, Venezuela e Rússia.
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