Presidente Lula em discurso. Foto: Ricardo Strucker
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 27 de março, que o Brasil não pode se omitir diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita em Tóquio, no encerramento de sua agenda no Japão.
Na quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma taxa de 25% sobre todos os veículos fabricados fora do território dos EUA, incluindo peças sobressalentes. Lula criticou a decisão e disse que o Brasil tomará medidas em resposta.
"Não dá para a gente ficar quieto achando que só eles têm razão e que só eles podem taxar outros produtos", afirmou.
O presidente antecipou que o Brasil pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas americanas sobre o aço, mas evitou confirmar se haverá retaliação sobre produtos importados dos EUA.
"Se ele [Trump] está pensando que tomando essa decisão de taxar tudo aquilo que os Estados Unidos importam, eu acho que vai ser prejudicial aos Estados Unidos. Isso vai elevar o preço das coisas e pode levar a uma inflação que ele ainda não está percebendo"
Lula ressaltou que o fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos movimenta aproximadamente US$ 87 bilhões (R$ 498 bilhões) e beneficia mais os americanos. Segundo ele, as novas tarifas trarão prejuízos também para os Estados Unidos.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que mantém conversas regulares com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e classificou as tarifas recíprocas impostas pelos norte-americanos como "muito preocupantes". Durante coletiva de imprensa após uma reunião de líderes europeus sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, Starmer disse que o Reino Unido está em "discussões intensas com os EUA sobre questões econômicas".
Ele destacou também que o governo britânico está "focado em trazer estabilidade" às relações comerciais do país.
"Estamos conversando também sobre melhores acordos de comércio e defesa com a União Europeia", acrescentou Starmer.
Ao comentar a situação ucraniana, o premiê britânico ressaltou a importância da cooperação entre Londres e Paris.
"Acho importante para a defesa da Europa que o Reino Unido e a França trabalhem juntos", afirmou.
Pouco antes, o presidente francês, Emmanuel Macron, havia anunciado que os dois países enviarão "uma equipe franco-britânica à Ucrânia para preparar o formato das forças armadas ucranianas no futuro".
Starmer também garantiu que o Reino Unido manterá as sanções contra a Rússia e não pretende retirar as restrições impostas ao governo de Vladimir Putin.
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