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Kassab afirma que 'se o PSD tiver candidato à Presidência, será Ratinho Júnior'

A sigla avalia como positivo ter um nome próprio na disputa pelo Palácio do Planalto para se distanciar da polarização protagonizada pelo presidente Lula.

Fernanda Diniz

09 de abril de 2025 às 17:13   - Atualizado às 17:32

Kassab ao lado de Ratinho Júnior;

Kassab ao lado de Ratinho Júnior; Foto: Reprodução / Redes sociais

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou novamente que se o partido decidir ter um candidato próprio para as eleições presidenciais de 2026, o nome será Ratinho Júnior, atual governador do Paraná. A declaração ocorreu durante evento do PSD no Rio de Janeiro.

Segundo Kassab, o debate sobre a pré-candidatura deve ocorrer "mais tarde neste ano". A sigla avalia como positivo ter um nome próprio na disputa pelo Palácio do Planalto para se distanciar da polarização protagonizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do Valor Econômico.

Em declarações, o governador paranaense já disse ter interesse em concorrer, se assim for a decisão do PSD. Kassab, por sua vez, já declarou ao Estadão que Ratinho é o "candidato natural" para a posição. O dirigente o descreveu como "bem preparado" e responsável por "excelentes resultados no Paraná".

Durante o evento no Rio, o chefe do Executivo paranaense disse que ser considerado para a disputa o deixa feliz. "Só o fato de estar no tabuleiro nacional como um possível protagonista me deixa muito honrado.

Claro que isso não é uma coisa que naturalmente coloca a minha candidatura, porque tem uma construção interna dentro de partido, com a sociedade de certa forma, e eu também tenho um compromisso com o meu Estado", ponderou Ratinho.

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As candidaturas para a Presidência da República só serão oficializadas em agosto de 2026. Já o prazo para deixar um cargo de governador e concorrer a presidente é, segundo a legislação eleitoral, de seis meses antes do pleito. O processo é chamado de desincompatibilização.

Além de Ratinho Júnior, são considerados presidenciáveis os governadores Tarcísio Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul; e Ronaldo Caiado (União), de Goiás, que lançou sua pré-candidatura em evento na Bahia na última semana.

Com exceção de Leite, eles estiveram presentes no ato pela anistia aos presos do 8 de Janeiro convocado por Bolsonaro no último domingo, 6. Sua presença tem sido interpretada como uma tentativa de herdar parcelas do capital político do ex-mandatário, que está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral e responde no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Assim como para Ratinho, a construção da candidatura dos quatro ainda tem um longo caminho pela frente. Nesta terça-feira, 8, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) decidiu por unanimidade aceitar o recurso apresentado por Ronaldo Caiado contra a inelegibilidade. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já no caso de Zema, a candidatura estaria condicionada, segundo o presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, à ausência de Bolsonaro do cenário eleitoral.
 

Estadão Conteúdo 

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