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Governo Trump cancela vistos da esposa e filha de 10 anos de Alexandre Padilha

A família do ministro da Saúde foi notificada na manhã desta sexta-feira, 15 de agosto, por meio de um comunicado.

Gabriel Alves

15 de agosto de 2025 às 15:34   - Atualizado às 15:46

Alexandre Padilha, ministro da Saúde e Trump, líder do governo americano.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde e Trump, líder do governo americano. Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

O governo dos Estados Unidos cancelou os vistos da esposa e da filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A informação foi divulgada pelo G1 e confirmada por interlocutores do Palácio do Planalto e pessoas próximas ao ministro.

A família foi notificada na manhã desta sexta-feira, 15 de agosto, por meio de comunicado enviado pelo Consulado-Geral dos EUA em São Paulo. Segundo os e-mails recebidos, os vistos foram revogados porque, após a emissão, “surgiram informações indicando” que a esposa de Padilha e a filha, de 10 anos, não eram mais elegíveis para o documento.

Nesta semana, o Departamento de Estado norte-americano adotou medidas para revogar vistos e impor restrições a funcionários e ex-funcionários do governo brasileiro, ex-integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e seus familiares.

De acordo com nota assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, as ações têm como objetivo punir a “cumplicidade com o esquema de exportação de mão de obra do regime cubano, no âmbito do programa Mais Médicos”.

Entre os nomes citados pelo Departamento de Estado estão Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-coordenador-geral para a COP30, ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e ex-diretor de Relações Externas da Opas.

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Revogação do governo Trump

O secretário de Estado Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos irão revogar vistos e impor restrições de integrantes do governo brasileiro. A declaração foi feita em meio a críticas sobre os rumos políticos do Brasil e reflete um possível endurecimento nas relações entre setores conservadores norte-americanos e o atual governo brasileiro.

Os Estados Unidos impuseram sanções a dois ex-integrantes do Ministério da Saúde do Brasil: Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman. Ambos atuavam na pasta durante a implantação do programa Mais Médicos, que contou com a participação de profissionais cubanos.

Além deles, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) também foram incluídos nas restrições, que os proíbem de entrar nos EUA, atualmente sob a liderança de Donald Trump.

Mais cedo, o Departamento de Estado norte-americano já havia anunciado a revogação dos vistos de representantes governamentais de Cuba, países africanos e Granada, em uma resposta direta aos programas cubanos que enviam médicos a outras nações, como foi o caso do Brasil.

Segundo Marco Rubio, aliado de Trump, esses programas representam uma forma de "trabalho forçado exportado pelo regime cubano". De acordo com a coluna de Igor Gadelha, a medida norte-americana também tem um tom de ajuste de contas pessoal, já que o atual chefe da diplomacia dos EUA é filho de imigrantes cubanos.

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