Donald Trump e Lula. Arte: Portal de Prefeitura
O secretário de Estado Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos irão revogar vistos e impor restrições de integrantes do governo brasileiro. A declaração foi feita em meio a críticas sobre os rumos políticos do Brasil e reflete um possível endurecimento nas relações entre setores conservadores norte-americanos e o atual governo brasileiro.
Os Estados Unidos impuseram sanções a dois ex-integrantes do Ministério da Saúde do Brasil: Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman. Ambos atuavam na pasta durante a implantação do programa Mais Médicos, que contou com a participação de profissionais cubanos.
Além deles, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) também foram incluídos nas restrições, que os proíbem de entrar nos EUA, atualmente sob a liderança de Donald Trump.
Mais cedo, o Departamento de Estado norte-americano já havia anunciado a revogação dos vistos de representantes governamentais de Cuba, países africanos e Granada, em uma resposta direta aos programas cubanos que enviam médicos a outras nações, como foi o caso do Brasil.
Segundo Marco Rubio, aliado de Trump, esses programas representam uma forma de "trabalho forçado exportado pelo regime cubano". De acordo com a coluna de Igor Gadelha, a medida norte-americana também tem um tom de ajuste de contas pessoal, já que o atual chefe da diplomacia dos EUA é filho de imigrantes cubanos.
"O Departamento de Estado também está tomando medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da OPAS, cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de 'médicos' estrangeiros", afirmou o secretário, citando a Organização PanAmericana da Saúde.
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