O ex-comandante do Exército foi uma das 52 testemunhas de defesa e de acusação dos réus do Núcleo 1, considerado o principal grupo da suposta trama golpista.
Bolsonaro enquanto era presidente e os chefes das Forças Armadas. Foto: Alan Santos/PR
O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, afirmou durante seu depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 19 de maio, que a "minuta do golpe" foi apresentada às Forças Armadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Com relação a esse documento, foi apresentado um apanhado, uma memória, não diria um documento, em que foram salidos (sic) alguns considerandos (sic), que constavam aspectos que remetiam a uma possível GLO (Garantia da Lei e da Ordem), Estado de Defesa ou de Sítio. Mas muito superficial", disse.
"O presidente (Bolsonaro) apresentou apenas como informação e nos disse que aquele era apenas para que nós soubéssemos que estava desenvolvendo um estudo sobre o assunto. Não nos demandou qualquer opinião sobre o assunto. Nós, a partir dali, ficamos aguardando qualquer outra orientação dele com relação a esse estudo”, complementou Freire Gomes.
Confira o vídeo:
O ex-comandante do Exército foi uma das 52 testemunhas de defesa e de acusação dos réus do Núcleo 1, considerado o principal grupo da suposta trama golpista.
Os depoimentos começaram no dia 19 de maio e foram encerrados na segunda-feira, 2 de junho.
Durante a sua oitiva, o general confirmou que teve alguns encontros com o então chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, e os demais chefes das Forças Armadas no Palácio do Alvorada e negou que tenha dado voz de prisão ao presidente - como chegou a ser noticiado por alguns veículos de imprensa.
Negativa
Também em depoimento ao STF na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos) negou qualquer envolvimento de Bolsonaro com alguma tentativa de ruptura institucional ou golpe de Estado.
"Nas visitas que fiz, nas conversas que eu tive, ele jamais tocou nesse assunto, jamais mencionou qualquer tentativa de ruptura. O presidente estava triste, resignado. Na primeira visita eu vi a situação de saúde, o presidente estava com erisipela. Nós conversávamos sobre muita coisa e esse assunto [golpe] nunca veio à pauta”, declarou.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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