Segundo a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), os fatos ocorreram nos município de Lajedo e João Alfredo, ambos no Agreste do estado.
Copos de cerveja, bebida feita de álcool. Foto: Reprodução/TV Globo
O Governo de Pernambuco informou, nesta terça-feira, 30 de setembro, sobre possíveis casos de intoxicação por metanol em três homens, dois residentes no município de Lajedo e um de João Alfredo, ambos no Agreste.
Os pacientes foram atendidos no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Dois deles foram a óbito. O terceiro recebeu alta hospitalar, com perda de visão bilateral como sequela.
O secretário municipal de Lajedo, Thiago, confirmou ao Portal de Prefeitura que um dos óbitos e o caso de cegueira ocorreu na cidade, e que o Ministério da Saúde foi notificado.
O hospital, nesses casos, relata o quadro clínico, notifica a ocorrência e registra as informações coletadas na anamnese.
Contudo, a investigação é realizada pelas vigilâncias da unidade do Estado. Nos óbitos com suspeita de intoxicação, o corpo é encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde são feitos exames para conclusão.
Assim que recebeu a notificação, a Apevisa iniciou a preparação de ações de fiscalização em distribuidoras de bebidas alcoólicas.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) vai emitir orientações tanto para a população como para as vigilâncias sanitárias municipais.
O objetivo principal é a intensificação das vistorias para evitar possíveis fraudes nos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas.
Os sintomas iniciais de intoxicação podem ser confundidos com os da ingestão de álcool comum — como náuseas, vômitos, dor abdominal e sonolência. Porém, entre 6h e 24h após o consumo, podem surgir sinais mais graves, como visão turva, fotofobia, cegueira, convulsões e até coma.
A Apevisa recomenda que os serviços de saúde notifiquem imediatamente todos os casos suspeitos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e ao Cievs/PE.
Também orienta a busca ativa de pessoas que possam ter consumido bebidas da mesma origem, além da capacitação das equipes de saúde para o manejo clínico adequado, incluindo uso de antídotos específicos e hemodiálise nos casos graves.
Na área de vigilância sanitária, a orientação é intensificar a fiscalização em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, coletar amostras suspeitas para análise laboratorial, interditar preventivamente lotes e articular ações conjuntas com Procon, Ministério Público e forças de segurança.
À população, a Agência Pernambucana reforça a importância de observar sinais que podem indicar adulteração: verificar se a bebida possui registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), rótulo completo, lacre adequado, além de comprar apenas em locais confiáveis. Também é essencial redobrar a atenção com drinques prontos e evitar produtos sem procedência ou com preços muito abaixo do mercado.
O Estado conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox-PE), que funciona 24 horas para orientar consumidores e profissionais de saúde, pelo número 0800 722 6001.
Denúncias também podem ser feitas à Ouvidoria da SES-PE (136 / ouvidoria@saude.pe.gov.br), ao Procon-PE (0800 282 1512 / (81) 3181-7000 / denuncia@procon.pe.gov.br) e à Delegacia de Crimes contra o Consumidor – Decon (81 3184-3835 / dp.consumidor@policiacivil.pe.gov.br).
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