Prédio da Volkswagen. Foto: Volkswagen/Divulgação
A Volkswagen pode cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, 26 de junho, pelo jornal britânico Financial Times (FT). O plano, que ainda não foi oficializado pela montadora, prevê uma ampla reestruturação da empresa diante dos desafios enfrentados pelo setor automotivo.
Caso a proposta seja colocada em prática, a medida poderá eliminar quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos mantidos pela empresa em todo o mundo. O projeto surge em um cenário de aumento da concorrência internacional, principalmente com o avanço das montadoras chinesas, além dos impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Segundo o Financial Times, uma fonte confirmou ao jornal a existência do plano. A informação também coincide com uma apuração publicada pela revista alemã Manager Magazin.
De acordo com as publicações, a Volkswagen poderá encerrar as atividades das fábricas localizadas em Hanover, Zwickau, Emden e da unidade da Audi em Neckarsulm.
Se o plano for implementado, ele poderá se tornar um dos maiores programas de redução de empregos da história da indústria automobilística. O volume de cortes superaria os cerca de 74 mil postos de trabalho eliminados pela General Motors na década de 1990 e os aproximadamente 60 mil empregos reduzidos pela IBM em 1993.
Antes da divulgação desse novo plano, a Volkswagen já havia anunciado a intenção de eliminar 50 mil empregos na Alemanha até o fim de 2030. A montadora também informou que pretende reduzir em 500 mil veículos sua capacidade de produção no país.
Agora, conforme as informações divulgadas pelo Financial Times, a empresa avalia ampliar essa reestruturação com novos cortes de pessoal e mudanças na estrutura industrial.
Ainda de acordo com o Financial Times, a Volkswagen enfrenta forte concorrência das fabricantes chinesas, que ampliaram sua presença no mercado global, especialmente no segmento de veículos elétricos.
Além disso, a companhia também lida com os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo a publicação, o presidente da Volkswagen, Oliver Blume, conduz uma estratégia voltada para concentrar os investimentos no negócio de automóveis.
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