Maduro e opositor venezuelano. Fotos: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura
Jesús Martínez Medina, um ativista de 36 anos do partido Vem Venezuela, liderado pela opositora María Corina Machado, faleceu na quinta-feira, 14 de novembro, enquanto estava sob custódia das autoridades venezuelanas. Ele estava detido desde 29 de julho, um dia após as eleições presidenciais marcadas por acusações de fraude que asseguraram a vitória de Nicolás Maduro.
Medina atuou como testemunha eleitoral, conhecidos como "comanditos", no processo de apuração de votos em uma escola no município de Aragua de Barcelona, estado de Anzoátegui.
De acordo com organizações de direitos humanos, Medina sofria de diabetes tipo II e problemas cardíacos. Apesar das reiteradas solicitações por atendimento médico, ele teria tido o acesso negado pelas autoridades, mesmo após mobilizações populares nas redes sociais. Sua morte marca o primeiro caso de falecimento de um preso político desde o pleito presidencial.
Zair Mundaray, ex-promotor venezuelano, denunciou na semana passada que Medina havia desenvolvido abscessos em uma perna devido à falta de cuidados médicos adequados. Ele foi transferido para o hospital Luis Razzetti, mas, segundo Mundaray, as autoridades impediram que ele realizasse um exame de ultrassom. Com a piora de sua condição, Medina acabou não resistindo. Mundaray classificou Tarek William Saab, procurador-geral vinculado ao chavismo, como "promotor do terror".
Tamara Suju, presidente do Instituto Casla e advogada especializada em direitos humanos, afirmou que Medina foi submetido a maus-tratos no período de detenção e acusou o regime chavista de crimes contra a Humanidade.
Os partidos opositores Justiça Primeiro e Encontro Cidadão repudiaram a morte do ativista. Em nota, o Justiça Primeiro declarou:
"Esse jovem estava apenas lutando pelo retorno da democracia no país e morreu injustamente sob a custódia do regime, somando-se à lista de presos políticos que perderam a vida sob essas condições sem que ninguém seja responsabilizado."
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