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VENEZUELA: opositor de Maduro morre em prisão após ter atendimento médico negado

Segundo ONG's, o ativista de 36 anos sofria de diabetes tipo II e problemas cardíacos.

Gabriel Alves

16 de novembro de 2024 às 13:13   - Atualizado às 13:27

Maduro e opositor venezuelano.

Maduro e opositor venezuelano. Fotos: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura

Jesús Martínez Medina, um ativista de 36 anos do partido Vem Venezuela, liderado pela opositora María Corina Machado, faleceu na quinta-feira, 14 de novembro, enquanto estava sob custódia das autoridades venezuelanas. Ele estava detido desde 29 de julho, um dia após as eleições presidenciais marcadas por acusações de fraude que asseguraram a vitória de Nicolás Maduro.

Medina atuou como testemunha eleitoral, conhecidos como "comanditos", no processo de apuração de votos em uma escola no município de Aragua de Barcelona, estado de Anzoátegui.

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Negligência médica e condições de saúde

De acordo com organizações de direitos humanos, Medina sofria de diabetes tipo II e problemas cardíacos. Apesar das reiteradas solicitações por atendimento médico, ele teria tido o acesso negado pelas autoridades, mesmo após mobilizações populares nas redes sociais. Sua morte marca o primeiro caso de falecimento de um preso político desde o pleito presidencial.

Zair Mundaray, ex-promotor venezuelano, denunciou na semana passada que Medina havia desenvolvido abscessos em uma perna devido à falta de cuidados médicos adequados. Ele foi transferido para o hospital Luis Razzetti, mas, segundo Mundaray, as autoridades impediram que ele realizasse um exame de ultrassom. Com a piora de sua condição, Medina acabou não resistindo. Mundaray classificou Tarek William Saab, procurador-geral vinculado ao chavismo, como "promotor do terror".

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Acusações de crime contra a humanidade

Tamara Suju, presidente do Instituto Casla e advogada especializada em direitos humanos, afirmou que Medina foi submetido a maus-tratos no período de detenção e acusou o regime chavista de crimes contra a Humanidade.

Condenação internacional

Os partidos opositores Justiça Primeiro e Encontro Cidadão repudiaram a morte do ativista. Em nota, o Justiça Primeiro declarou:

"Esse jovem estava apenas lutando pelo retorno da democracia no país e morreu injustamente sob a custódia do regime, somando-se à lista de presos políticos que perderam a vida sob essas condições sem que ninguém seja responsabilizado."

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