Drone Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Desde o início da invasão russa em 2022, o conflito na Ucrânia evoluiu por diversas etapas, mas uma característica permanece clara: os drones se tornaram uma ferramenta decisiva no combate.
Esses equipamentos concentram boa parte das perdas recentes e influenciam diretamente o andamento da guerra de desgaste.
A Ucrânia busca entender como a Rússia mantém um fluxo tão grande de aeronaves não tripuladas. A utilização intensiva desse tipo de tecnologia transformou o campo de batalha em um ambiente de rápida evolução, quase experimental, em que novos modelos são testados constantemente.
A batalha não se limita às regiões de Donetsk ou Kharkiv. Ela também se estende às cadeias de produção de componentes eletrônicos na China, em cidades como Guangdong e Shenzhen.
Processadores, câmeras, sensores, motores e sistemas de controle são fundamentais para determinar o alcance, a precisão e a eficácia dos drones no combate.
A dependência de suprimentos industriais de terceiros preocupa estrategistas militares, pois tanto a Rússia quanto a Ucrânia dependem de produtos similares, criando uma rede de abastecimento complexa que se mantém ativa mesmo diante das sanções econômicas internacionais.
Essa interdependência transforma peças aparentemente comuns em elementos cruciais da continuidade do conflito.
Recentemente, autoridades ucranianas identificaram um novo modelo de drone russo de ataque, batizado de Geran-5.
O equipamento rompe com o formato tradicional em “asa-delta” associado a modelos Shahed iranianos.
Em vez disso, possui semelhança visual com aeronaves convencionais, lembrando o Karrar iraniano e alguns projetos antigos inspirados em sistemas norte-americanos.
O Geran-5 se destaca por maior potência e velocidade, características que ampliam seu alcance e eficácia em missões ofensivas.
Especialistas apontam que ele representa um passo evolutivo no uso de drones no conflito, tornando-os ainda mais difíceis de neutralizar e mais estratégicos em operações militares.
A introdução do Geran-5 e o uso contínuo de drones em ataques indicam que o conflito se tornou uma guerra tecnológica, onde a capacidade industrial de produção de equipamentos e componentes pode ser tão determinante quanto o número de soldados ou armas tradicionais.
O fenômeno também evidencia a crescente importância das cadeias internacionais de suprimento, já que peças fabricadas em diferentes partes do mundo permitem que o combate mantenha ritmo elevado, mesmo com tentativas de bloqueio ou restrição de exportações de tecnologia.
Analistas apontam que a guerra na Ucrânia funciona como um laboratório de testes para novas aeronaves não tripuladas, acelerando inovações em design, velocidade e sistemas de controle.
A utilização do Geran-5 mostra que o desenvolvimento de drones de ataque avançados está em ritmo acelerado, o que pode alterar significativamente a estratégia militar em conflitos futuros.
O conflito também levanta alertas sobre a necessidade de regulamentação do comércio de componentes críticos, já que o fornecimento global influencia diretamente a capacidade de países em guerra de manter operações ofensivas e defensivas de longo prazo.
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