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Trump diz que "não se sente obrigado" a pensar na paz após não vencer prêmio Nobel

O presidente americano voltou a questionar a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia e reiterou a existência de uma "ameaça russa e chinesa" no território.

Ricardo Lélis

19 de janeiro de 2026 às 17:48   - Atualizado às 17:48

Donald Trump.

Donald Trump. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em carta enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, que já “não se sentir mais obrigado a pensar apenas na paz” após não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.

Na mensagem, enviada no domingo (18), Trump escreveu:

"Caro Jonas: dado que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por eu ter parado mais de oito guerras, já não me sinto obrigado a pensar exclusivamente na paz, embora ela continue sendo predominante, e agora posso pensar no que é bom e adequado para os Estados Unidos da América".

Segundo a Reuters, a carta foi uma resposta a uma mensagem enviada anteriormente a Trump pelo primeiro-ministro norueguês e pelo presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

No contato, os dois líderes europeus se posicionaram contra a decisão do presidente americano de impor tarifas a aliados europeus que se recusaram a permitir que os Estados Unidos assumissem o controle da Groenlândia.

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No texto, Trump voltou a questionar a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia e reiterou a existência de uma “ameaça russa e chinesa” no território. O presidente norte-americano declarou:

"A Dinamarca não consegue proteger aquela terra [Groenlândia] da Rússia ou da China e, afinal, por que eles teriam um “direito de propriedade”? Não há documentos escritos; é apenas o fato de um barco ter desembarcado lá há centenas de anos, mas nós também tivemos barcos que desembarcaram lá. Fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa desde a sua fundação e, agora, a Otan deveria fazer algo pelos EUA. O mundo não estará seguro a menos que tenhamos controle completo e total da Groenlândia".

Nesta segunda-feira (19), o primeiro-ministro da Noruega comentou o conteúdo da carta e afirmou que a mensagem de Trump foi uma resposta direta a um questionamento que ele próprio havia feito sobre as tarifas impostas ao país. Em comunicado, Støre declarou:

"Ela foi uma resposta a uma breve mensagem que enviei ao presidente Trump mais cedo no mesmo dia. (…) A resposta de Trump chegou pouco depois do envio da [minha] mensagem. Foi decisão dele compartilhar sua mensagem com outros líderes da Otan. (…) Quanto ao Prêmio Nobel da Paz, expliquei de forma clara, inclusive ao presidente Trump, o que é bem conhecido: o prêmio é concedido por um Comitê Nobel independente e não pelo governo norueguês".

No domingo, Trump voltou a pressionar a Dinamarca sobre a Groenlândia, acusando o país de falhar em conter a influência russa na região. Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que “chegou a hora” de resolver a questão e acrescentou que “e isso será feito!!!”.

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