Durante julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, Darren Beattie chamou o ministro de "principal arquiteto da censura e perseguição".
Darren Beattie e Alexandre de Moraes. (Fotos: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA e Gustavo Moreno/SCO/STF)
O governo de Donald Trump nomeou um crítico de linha dura do atual governo brasileiro para atuar como assessor de políticas voltadas ao Brasil. A informação foi revelada na sexta-feira, 27 de fevereiro, pela agência de notícias Reuters.
Segundo a agência, Darren Beattie foi designado para o cargo de “assessor sênior para a política em relação ao Brasil”, função responsável por propor e supervisionar as políticas e ações de Washington em relação a Brasília. Autoridades do Departamento de Estado confirmaram à Reuters que Beattie já assumiu o posto.
A nomeação ocorre em um momento em que as relações entre os dois países seguem delicadas, apesar de uma recente reaproximação entre os presidentes Lula e Donald Trump, de acordo com a Reuters.
Beattie esteve no centro de uma polêmica durante a crise diplomática entre os Estados Unidos e o Brasil relacionada ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
À época, ele chamou o ministro Alexandre de Moraes de “principal arquiteto da censura e perseguição a Bolsonaro”. O assessor também acumula outras controvérsias no cenário político norte-americano.
No site do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Beattie é descrito como “a principal autoridade do Departamento de Estado para Diplomacia Pública” e “um defensor entusiasta da promoção ativa da liberdade de expressão como ferramenta diplomática”.
Até a última atualização desta reportagem, o governo Trump não havia se manifestado publicamente sobre a revelação da Reuters. O governo brasileiro também não comentou oficialmente a nomeação.
A indicação de Beattie vem a público em meio aos planos do presidente Lula de realizar uma visita a Trump na Casa Branca, prevista para março.
Duas autoridades do governo brasileiro ouvidas pela Reuters afirmaram ainda não estar cientes da nomeação e disseram adotar cautela diante das declarações públicas feitas por Beattie no passado. Segundo elas, o impacto sobre as relações bilaterais dependerá do grau de poder interno que será concedido ao novo assessor.
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