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Trump justifica corte de subsídios à Colômbia por defesa de Petro à legalização da cocaína

Segundo o presidente, o objetivo da produção de drogas colombiana é a venda de quantidades massivas de produto nos EUA, "causando morte, destruição e caos".

Fernanda Diniz

21 de outubro de 2025 às 11:10   - Atualizado às 11:13

Gustavo Petro e Donald Trump.

Gustavo Petro e Donald Trump. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Colômbia não receberá mais subsídios americanos. Em publicação na Truth Social no último domingo, 19, ele justificou a medida dizendo que o presidente colombiano, Gustavo Petro, "é um líder de drogas ilegais que incentiva fortemente a produção maciça de drogas".

"Isso se tornou, de longe, o maior negócio na Colômbia, e Petro não faz nada para detê-lo", escreveu na postagem o presidente americano.

Segundo Trump, o objetivo da produção de drogas colombiana é a venda de quantidades massivas de produto nos EUA, "causando morte, destruição e caos".

O chefe da Casa Branca ainda disse que Petro é "um líder mal avaliado e muito impopular". "É melhor fechar esses campos de morte imediatamente ou os EUA os fecharão por ele, e não será feito de forma agradável", enfatizou.

Ontem, 18, Petro acusou os EUA de violarem a soberania colombiana e de matar um pescador durante operações militares americanas contra o narcotráfico no Mar do Caribe.

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Segundo ele, o colombiano Alejandro Carranza morreu em um dos ataques realizados por forças dos EUA que, desde agosto, têm concentrado ações na Venezuela e em áreas próximas às águas territoriais da Colômbia. Veja os detalhes nesta reportagem.

Petro e defesa da legalização da cocaína 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, tem mantido um discurso em defesa da legalização da cocaína e da mudança na política global de combate às drogas. Nos últimos meses, o líder colombiano voltou a levantar o tema em diferentes ocasiões, reafirmando que a criminalização da substância alimenta o narcotráfico e destrói a Amazônia.

Em visita ao Brasil no mês de setembro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Petro voltou a defender que a legalização seria uma forma de enfraquecer as máfias e reduzir a devastação ambiental causada pelo comércio ilegal.

“Se amanhã a cocaína fosse legalizada no mundo, não haveria máfia. E não haveria destruição da selva amazônica”, afirmou.

A posição não é isolada. Desde o início de seu governo, Petro tem insistido que a atual política antidrogas, fortemente influenciada pelos Estados Unidos, é “fracassada”.

Para Petro, o tema precisa ser discutido de forma aberta pela América Latina, sem o estigma que marca o debate. Em discursos anteriores, o presidente chegou a afirmar que a cocaína só é ilegal “porque é produzida na América Latina e não porque é pior que uísque”.

As declarações seguem a mesma linha de sua fala na Assembleia Geral da ONU, em 2022, quando o colombiano questionou a lógica da chamada “guerra às drogas” e denunciou a contradição das potências que condenam a cocaína, mas continuam lucrando com o carvão e o petróleo.

 

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