Gustavo Petro, presidente da Colômbia, e Donald Trump, chefe da Casa Branca. Fotos: Governo da Colômbia e Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, na noite do domingo, 4 de janeiro, realizar uma operação militar na Colômbia, após as ofensivas lançadas na Venezuela na manhã do sábado (3), o que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.
De acordo com as declarações do chefe da Casa Branca dadas à imprensa, enquanto estava a bordo do Air Force One, "a Colômbia também está muito doente, assim como a Venezuela". Trump também acusou o presidente colombiano, Gustavo Petro, primeiro líder de esquerda a governar o país, de estar ligado ao tráfico de drogas.
"(A Colômbia é) governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos. E ele não vai fazer isso por muito tempo", comentou.
Quando questionado se isso poderia significar uma ação dos EUA contra Petro, Trump respondeu: "Parece bom para mim".
O país latino-americano, em resposta, rejeitou os comentários feitos pelo presidente como uma ameaça inevitável contra um líder eleito.
"Isso representa uma interferência indevida nos assuntos internos do país, contra as normas do direito internacional", disse o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia em um comunicado no final do domingo.
No sábado, 3 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, “tem que ficar esperto” após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas.
Trump respondeu a uma pergunta direta de um repórter ao comentar o momento político após a operação realizada contra o governo da Venezuela. Segundo o presidente americano, a atenção do governo dos Estados Unidos permanece voltada para temas ligados à segurança e ao combate ao tráfico de drogas na região.
“Ele (Gustavo Petro) tem rotas de cocaína, tem fábricas onde é produzida cocaína, então eu mantenho o que eu disse anteriormente: ele está produzindo cocaína e depois enviando para os EUA, então, sim, tem que ficar esperto”, afirmou Trump, mantendo o tom crítico já adotado em outras declarações públicas.
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