O encontro raro entre a Europa Clipper e o cometa interestelar 3I/ATLAS pode abrir novas fronteiras na pesquisa espacial e revelar segredos de outros sistemas estelares.
O encontro raro entre a sonda Europa Clipper e o cometa interestelar 3I/ATLAS. Créditos: NASA/JPL-Caltech
Nos próximos dias, a exploração espacial se prepara para um evento sem precedentes: a sonda Europa Clipper, da NASA, pode cruzar a cauda do cometa interestelar 3I/ATLAS, um feito que promete revolucionar o entendimento sobre corpos que vieram de fora do nosso Sistema Solar.
O cometa 3I/ATLAS, descoberto em julho de 2025, é o terceiro cometa conhecido com origem interestelar. Sua trajetória hiperbólica indica que ele não se formou ao redor do nossa estrela, mas em outro sistema estelar, atravessando rapidamente o espaço interestelar antes de se afastar novamente.
Acadêmicos e astrônomos acompanham com atenção essa oportunidade rara de coletar dados de uma amostra direta de materiais interestelares. Segundo estudos, entre 30 de outubro e 6 de novembro, a Europa Clipper pode atravessar a cauda carregada de partículas do 3I/ATLAS, um fluxo que se estende por milhões de quilômetros, impulsionado pelo vento solar.
Normalmente, cometas que visitam o Sistema Solar apresentam uma composição química relativamente conhecida, resultado de milhões de anos de evolução dentro do nosso sistema. Já o 3I/ATLAS, vindo de fora, apresenta uma composição ainda pouco compreendida, podendo revelar informações inéditas sobre a formação de outros sistemas estelares.
O fenômeno, além de ser uma oportunidade científica única, também suscita questionamentos sobre a origem do objeto. Há teorias que sugerem que sua trajetória, velocidade e composição podem desafiar os modelos convencionais, estimulando debates sobre possíveis origens artificiais ou pouco convencionais.
Pesquisadores europeus, liderados por Samuel Grant, do Instituto Meteorológico Finlandês, e Geraint Jones, da Agência Espacial Europeia (ESA), desenvolveram modelos para prever o alinhamento das partículas carregadas do cometa com a órbita da sonda. Segundo esses cálculos, há uma chance significativa de que a Europa Clipper atravesse a cauda do cometa, coletando dados sobre sua composição e comportamento.
Apesar das incertezas, o evento é considerado uma oportunidade única de estudar materiais interestelares sem precisar alterar as rotas planejadas das missões. Essa troca de informações pode fornecer insights valiosos sobre a formação de sistemas estelares, composição de gelo interestelar e até sobre a origem de objetos como o 3I/ATLAS.
Embora o evento seja considerado seguro para a sonda, a interação com partículas carregadas da cauda aguça o interesse científico, pois permitirá a análise de partículas que são, na verdade, fragmentos de uma história cósmica de bilhões de anos.
Cientistas apontam que, mesmo sem uma colisão direta, sinais de interação, como variações no campo magnético ou coleta de íons, podem oferecer uma compreensão mais profunda sobre o ambiente de cometas originados em outros sistemas solares. Essa é uma chance de explorar o universo de maneira até então inimaginável.
O estudo, publicado no repositório científico arXiv, reforça a importância de eventos como esse na ampliação do conhecimento espacial. Especialistas apontam que a oportunidade de coletar material de um cometa interestelar sem modificar a rota da missão é um avanço na busca por respostas sobre a formação e diversidade de corpos celestes fora da Terra.
Assim, a comunidade científica aguarda, com nervosismo e entusiasmo, o momento em que a Europa Clipper cruzará essa fronteira cósmica, tornando-se uma das primeiras missões humanas a interagir com um corpo vindo de outro sistema estelar.
Por enquanto, as previsões indicam que, entre o final de outubro e o início de novembro, essa história será escrita nas vastidões do espaço, com impactos que podem ir muito além da imaginação.
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