A Inteligência de Moscou está ajudando o país do Oriente Médio Fonte da imagem: Euronews
Um drone iraniano atingiu uma instalação militar americana no Kuwait, resultando na morte de seis soldados, e reforçando a percepção de que o Irã não age sozinho, mas com o apoio da inteligência militar russa, segundo reportagem publicada pelo Washington Post em 6 de março de 2026.
Fontes indicam que a Rússia tem fornecido imagens de satélites e dados estratégicos ao Irã, permitindo que o país persa alvo com precisão centros de comando e infraestrutura militar dos EUA espalhados pelo Oriente Médio. Especialistas em segurança internacional afirmam que essa cooperação tornou os ataques iranianos mais sofisticados e eficientes, especialmente após a chamada “guerra dos 12 dias” ocorrida no ano passado.
Um oficial norte-americano ouvido pelo jornal destacou que a Rússia estaria retaliando o apoio americano à Ucrânia, coordenando-se com o Irã para criar um contrapeso militar na região:
“Os russos estão mais do que cientes da assistência que estamos dando aos ucranianos… Acho que eles ficaram muito satisfeitos em tentar dar o troco.”
Nicole Grajewski, pesquisadora do Belfer Center da Harvard Kennedy School, afirma que a parceria russo-iraniana aumentou a precisão e a eficácia dos ataques, indicando que Moscou compartilha tecnologia e inteligência para auxiliar Teerã em operações estratégicas contra alvos americanos.
No contexto do conflito, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que Donald Trump teria solicitado ajuda da Ucrânia para conter ataques de drones do Irã. Zelensky respondeu oferecendo especialistas em drones e equipamentos militares, reforçando a colaboração ucraniana com os EUA e aliados na defesa contra novas ameaças no Oriente Médio:
“Dei instruções para fornecer os meios necessários e garantir a presença de especialistas ucranianos que possam assegurar a segurança requerida”, afirmou Zelensky.
Essa movimentação evidencia a complexidade do tabuleiro geopolítico atual, em que Rússia, Irã, EUA e Ucrânia estão envolvidos em uma série de ações estratégicas e retaliações, aumentando a tensão na região e elevando o risco de conflitos ampliados no Oriente Médio.
Especialistas alertam que a colaboração entre Rússia e Irã pode alterar o equilíbrio militar no Oriente Médio, principalmente em ataques de drones, que vêm se tornando uma arma central em conflitos assimétricos. Além disso, a situação reforça a interdependência geopolítica, com repercussões diretas na segurança energética, econômica e diplomática global.
O caso continua sendo monitorado por agências de inteligência internacionais, e qualquer nova escalada de ataques pode gerar respostas militares coordenadas entre EUA e aliados.
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