Daniel Siad, de 69 anos, era investigado pela Justiça francesa por suspeitas de estupro e exploração de mulheres. As autoridades abriram inquérito para apurar a morte.
23 de julho de 2026 às 11:14 - Atualizado às 11:16
O recrutador de modelos Daniel Siad, de 69 anos. Fotos: Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA e Reprodução
O recrutador de modelos Daniel Siad, de 69 anos, foi encontrado morto em sua residência na cidade de Colombes, na região metropolitana de Paris, na França. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 22 de julho pela Promotoria de Nanterre, que instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte.
Segundo o Ministério Público francês, o corpo de Siad foi localizado na última segunda-feira, 20 de julho. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa da morte nem informaram se há indícios de participação de terceiros. O caso segue sob investigação. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal francês Le Parisien.
Na época de sua morte, Daniel Siad era alvo de investigações conduzidas pela Justiça da França. Ele era suspeito de estupro e de outros crimes relacionados à exploração de mulheres. As apurações estavam sob responsabilidade de uma unidade especializada no combate ao tráfico humano.
De acordo com as autoridades francesas, Daniel Siad ainda não havia sido ouvido formalmente pelos investigadores quando morreu. As investigações estavam em andamento e buscavam esclarecer as denúncias apresentadas contra ele.
Apesar das acusações, o recrutador de modelos negava qualquer envolvimento em crimes. Até sua morte, não havia condenação judicial relacionada às suspeitas investigadas pelas autoridades francesas.
A Promotoria de Nanterre não divulgou detalhes sobre a linha de investigação aberta para apurar o falecimento. Também não foram informadas as circunstâncias em que o corpo foi encontrado.
Além das investigações conduzidas na França, Daniel Siad teve seu nome citado em documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Segundo os arquivos, o recrutador trocou mensagens de texto com pessoas ligadas ao financista norte-americano sobre o envio de mulheres de diferentes nacionalidades para Nova York. A divulgação desses documentos ampliou o interesse das autoridades e da imprensa sobre pessoas que mantiveram contato com Epstein ao longo dos anos.
Jeffrey Epstein morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento nos Estados Unidos por acusações de tráfico sexual de menores. Desde então, investigações e divulgações de documentos oficiais têm revelado nomes de pessoas que integravam sua rede de contatos, embora a simples menção nesses registros não represente, por si só, envolvimento em crimes.
Até o momento, as autoridades francesas não apontaram qualquer ligação entre a morte de Daniel Siad e as investigações que respondiam contra ele ou os documentos relacionados ao caso Epstein.
As circunstâncias da morte permanecem sob apuração, e a Promotoria de Nanterre informou que o inquérito continuará para esclarecer o que ocorreu. Novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades à medida que a investigação avançar.
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