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Pastores criticam nova lei que amplia acesso ao aborto em fases avançadas da gestação: "É assassinato"

Franklin Graham, Jentezen Franklin e Albert Mohler estão entre os líderes cristãos que reagiram à mudança na legislação.

Portal de Prefeitura

13 de agosto de 2026 às 18:09   - Atualizado às 18:18

Governadora de Massachusetts, Maura Healey, durante a assinatura da lei do aborto; no destaque, o evangelista Franklin Graham

Governadora de Massachusetts, Maura Healey, durante a assinatura da lei do aborto; no destaque, o evangelista Franklin Graham Foto: @MassGovernor/X/Divulgação/Site Guiame

Líderes cristãos e organizações pró-vida reagiram à nova legislação de Massachusetts que altera as regras para a realização de abortos após 24 semanas de gestação. A medida foi sancionada pela governadora Maura Healey e retira da legislação estadual as circunstâncias específicas que anteriormente eram exigidas para procedimentos nessa fase da gravidez.

A mudança provocou fortes críticas entre representantes religiosos e grupos contrários ao aborto. Franklin Graham classificou a medida como “assassinato” e “maligna”, enquanto Jentezen Franklin afirmou que a decisão deveria “partir nossos corações”. Já o teólogo Albert Mohler chamou a alteração de “um dia sombrio para a santidade da vida”.

O que muda com a nova lei

Antes da mudança, a legislação de Massachusetts estabelecia que, em gestações de 24 semanas ou mais, o aborto somente poderia ser realizado por um médico e em circunstâncias específicas, como a necessidade de preservar a vida ou a saúde física ou mental da paciente ou diante de determinados diagnósticos fetais.

O novo texto substitui essas condições por uma regra segundo a qual o aborto após 24 semanas pode ser realizado quando estiver baseado no julgamento profissional do médico. O projeto foi apresentado como uma forma de permitir que pacientes e profissionais de saúde tomem decisões médicas sem ficar limitados pelas categorias previstas anteriormente na legislação.

A alteração é interpretada por defensores do aborto como uma ampliação da autonomia médica e da proteção à saúde das pacientes. Já grupos pró-vida afirmam que a retirada das restrições pode permitir procedimentos em estágios muito avançados da gravidez.

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Franklin Graham chama medida de “assassinato”

O evangelista Franklin Graham foi um dos líderes cristãos que se manifestaram contra a mudança.

Em sua reação, Graham criticou as imagens da cerimônia de assinatura da legislação e afirmou que ficou impactado ao ver pessoas comemorando a aprovação da medida.

O evangelista classificou a legislação como “assassinato” e “maligna” e também criticou a defesa do aborto como uma questão de saúde das mulheres.

Graham ainda utilizou um trecho do livro bíblico de Isaías para reforçar sua posição e afirmou que a governadora e aqueles que comemoraram a aprovação da medida terão de responder diante de Deus.

Jentezen Franklin também reage

O pastor Jentezen Franklin, líder da Free Chapel, também lamentou a mudança.

Em uma publicação nas redes sociais, o pastor afirmou que a vida possui valor desde o início da gestação e criticou a retirada dos limites para procedimentos realizados em fases avançadas da gravidez.

Para Franklin, a decisão deveria provocar uma reação dos cristãos e levá-los a atuar em defesa da vida.

Albert Mohler fala em “dia sombrio”

O teólogo Albert Mohler, presidente do Southern Baptist Theological Seminary, também criticou a alteração.

Durante o programa The Briefing, Mohler classificou a mudança como um “dia sombrio para a santidade da vida” e afirmou que a retirada das restrições representa uma mudança significativa na legislação estadual.

O teólogo também tratou a medida como parte de uma disputa mais ampla nos Estados Unidos sobre os limites legais para o aborto.

Grupos pró-vida contestam mudança

Além dos pastores, organizações pró-vida também se posicionaram contra a legislação.

Evan Lenow, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, classificou a mudança como grave e afirmou que a legislação reduz as proteções destinadas a crianças ainda não nascidas.

A presidente da SBA Pro-Life America, Marjorie Dannenfelser, também criticou a possibilidade de abortos em fases avançadas da gestação. Segundo ela, procedimentos realizados nesse período podem envolver a destruição do feto.

Carol Tobias, presidente da National Right to Life, afirmou que a mudança elimina proteções para bebês em estágios nos quais alguns prematuros já recebem atendimento em unidades de terapia intensiva neonatal.

Os grupos pró-vida defendem que o Estado estabeleça limites mais rígidos para o aborto e argumentam que a retirada das restrições pode permitir procedimentos quando a gestação já está em estágio avançado.

Defensores da lei dizem que decisão deve caber a médicos e pacientes

Do outro lado do debate, parlamentares que apoiaram a mudança afirmam que decisões relacionadas ao aborto em gestações complexas devem ser tomadas entre a paciente e o profissional de saúde.

A Assembleia Legislativa de Massachusetts argumentou que as regras anteriores poderiam impedir que médicos oferecessem determinados tratamentos dentro do próprio estado, obrigando algumas pacientes a buscar atendimento fora de Massachusetts.

A nova legislação, portanto, amplia a margem de decisão dos médicos em casos de aborto após 24 semanas, retirando a exigência de enquadramento em categorias específicas previstas anteriormente.

A mudança passa a integrar um cenário nacional marcado por profundas diferenças entre os estados americanos. Desde a derrubada de Roe v. Wade pela Suprema Corte dos Estados Unidos, estados governados por diferentes grupos políticos vêm adotando legislações distintas sobre o acesso ao aborto.

Em Massachusetts, a nova regra representa mais uma ampliação das garantias relacionadas ao acesso ao procedimento e, ao mesmo tempo, reacende o confronto entre grupos que defendem o direito ao aborto e organizações que consideram a interrupção da gravidez uma questão de proteção da vida desde a gestação.

Fonte; Site Guiame 

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